Black Friday: Procon de Suzano fiscaliza lojas contra fraudes

O Procon de Suzano iniciou nesta semana o monitoramento de lojas que costumam receber maior movimento durante a Black Friday. A ação busca evitar fraudes contra consumidores por meio da elevação prévia de preços para criar falsos descontos durante a campanha, marcada para 28 de novembro deste ano.
Na terça-feira (8), a equipe conduzida pela diretora do Procon de Suzano, Daniela Itice, esteve em algumas das grandes lojas do centro para orientar os comerciantes. O órgão reforçou que aumentar os preços antes da campanha para depois anunciar descontos é uma prática ilegal, conforme estabelece o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Durante a fiscalização, a equipe também reforçou as regras de precificação e publicidade. Os preços devem estar visíveis e corretos, além de vinculados diretamente aos produtos nas vitrines e gôndolas.
Os anúncios e displays também precisam apresentar informações completas e seguir as exigências previstas na legislação.
A iniciativa busca preservar relações de consumo justas e garantir que a população tenha seus direitos respeitados. O objetivo é assegurar o acesso a informações precisas e ofertas verdadeiras, além de um ambiente de compra mais seguro e transparente.
Alerta sobre descontos
Daniela Itice afirmou que o Procon está nas ruas para preservar os direitos dos consumidores diante das promessas de grandes descontos que começam a aparecer antes da Black Friday.
“Vemos casos em que os comerciantes vendem com um preço em agosto e setembro. E depois aumentam em outubro e novembro para dar o desconto na Black Friday. O que apenas retorna o preço que era cobrado nos meses anteriores. Assim, o consumidor paga a ‘metade do dobro’, e não recebe desconto algum”, ressaltou a diretora.
Os consumidores podem denunciar irregularidades ao Procon de Suzano pessoalmente, na rua Baruel, 126, no centro, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. Também é possível entrar em contato pelo telefone (11) 4744-7322 ou pelo e-mail procon@suzano.sp.gov.br.
Caso a fiscalização constate irregularidades, os estabelecimentos poderão receber as medidas administrativas previstas em lei. Entre elas estão notificação, auto de infração, multa, suspensão de oferta e outras sanções cabíveis.














