Mogi pede avanço nas pesquisas sobre lesões medulares

Os vereadores de Mogi das Cruzes pedem prioridade e celeridade nas pesquisas e estudos clínicos relacionados à Polilaminina, substância experimental investigada como alternativa para o tratamento de lesões medulares. O pedido consta na Moção nº 118/2026, aprovada pela Câmara Municipal em sessão ordinária nesta quarta-feira (9).
A iniciativa foi liderada pelo vereador Johnross (PRD) e tem como autores todos os parlamentares mogianos. O documento destaca a importância do avanço científico para melhorar a qualidade de vida de pessoas com lesões na medula espinhal.
Na justificativa, os vereadores apontam que as lesões medulares podem comprometer severamente a qualidade de vida e resultar em paraplegia, tetraplegia e outras limitações. Segundo o documento, essas condições afetam diretamente a autonomia, a mobilidade e a independência dos pacientes.
A moção também destaca possíveis impactos sociais, psicológicos e econômicos das lesões medulares. Essas consequências alcançam não apenas os pacientes, mas também seus familiares.
Pesquisa científica
O documento ressalta ainda a pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob liderança da Dra. Tatiana Lobo Coelho de Sampaio.
A Câmara encaminhará o pedido à Câmara dos Deputados, ao Senado Federal, ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O documento também seguirá para o Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria Estadual de Saúde.
A iniciativa busca garantir condições para o desenvolvimento regular das pesquisas, sempre com respeito aos critérios técnicos, científicos, éticos e regulatórios.
Johnross explicou as razões para a apresentação da moção.
“Essa Moção não é uma promessa e sim um apelo, um pedido, para que as pesquisas possam caminhar com prioridade e orçamento. Não queremos atropelar o tempo da ciência, mas sim demonstrar vontade política para ajudar que o tema avance.”
O vereador Johnnhy da Inclusão (Avante) também defendeu o estímulo à pesquisa científica.
“Somos uma referência no esporte paralímpico. Por que não nos tornar uma liderança na pesquisa e na ciência? A vida de uma pessoa com deficiência custa muito caro. Vamos, sim, estimular a ciência.”














