Itaquaquecetuba decreta situação de emergência após chuvas
Agente da Defesa Civil, usando capa de chuva, aponta para uma área de encosta com solo exposto e vegetação afetada pela chuva. Ao fundo, aparecem imóveis em uma região de relevo acidentado

A Prefeitura de Itaquaquecetuba decretou situação de emergência nas áreas do município afetadas pelas chuvas intensas e persistentes registradas desde sábado (12). A medida terá vigência de 180 dias e reconhece oficialmente a gravidade dos impactos provocados pelas precipitações.

O decreto amplia a capacidade de resposta do município para proteger a população, atender as famílias atingidas e recuperar as áreas afetadas. Entre sábado (12) e domingo (13), foram registrados aproximadamente 117 milímetros de chuva, seguidos por novas precipitações na segunda-feira (14).

O volume elevado, somado à saturação do solo e à sobrecarga dos sistemas de drenagem, agravou as condições hidrológicas e geotécnicas. Entre os principais impactos está o extravasamento do rio Tietê e de córregos locais.

Segundo levantamento da Defesa Civil, 2.170 moradias foram diretamente afetadas nas regiões da Vila Japão, Maria Augusta, Vila Sônia e Jardim Fiorelo.

O desastre provocou alagamentos, inundações, deslizamentos e movimentações de terra. Também causou danos em vias públicas e imóveis, além de situações que exigiram a retirada preventiva de moradores.

Ao todo, 44 pessoas de 11 famílias precisaram deixar suas casas. Elas foram acolhidas no Centro de Convivência da Melhor Idade (CEMI).

Equipes municipais também atuaram no resgate de moradores ilhados. Entre as pessoas atendidas estavam idosos, crianças, pessoas acamadas e recém-operadas.

“Estamos falando de um momento que exige, acima de tudo, cuidado com as pessoas. Desde os primeiros registros, nossas equipes estão nas ruas, atendendo as ocorrências, retirando famílias de áreas de risco, fazendo vistorias e trabalhando para recuperar os locais atingidos. O decreto é um instrumento importante para fortalecer essa resposta e permitir que o município avance com mais agilidade nas ações necessárias”, afirmou o prefeito Eduardo Boigues.

Ações emergenciais

A atuação emergencial reúne equipes da Defesa Civil, Governo, Serviços Urbanos, Mobilidade, Social, Saúde e Segurança. O município emprega viaturas, caminhões, retroescavadeiras e caçambas nas ações de resgate, desobstrução de vias e remoção de detritos.

As equipes também trabalham no isolamento de áreas e no restabelecimento das condições de segurança e mobilidade.

As famílias acolhidas receberam alimentação, água potável, kits de higiene e colchões. As equipes de assistência social e saúde também acompanham os moradores.

O município realizou vistorias técnicas em imóveis e encostas. As equipes instalaram lonas em taludes vulneráveis e mantiveram ações de monitoramento nas regiões afetadas.

Medidas previstas

O decreto que estabelece a situação de emergência autoriza a mobilização dos órgãos municipais sob coordenação da Defesa Civil. A medida também permite a adoção das ações administrativas previstas na legislação para o enfrentamento da emergência.

Entre elas estão contratações destinadas ao atendimento das necessidades decorrentes do desastre. O município deve observar os requisitos legais.

A Prefeitura mantém as equipes mobilizadas para acompanhar as áreas afetadas. A saturação do solo e as condições das encostas e dos cursos d’água ainda demandam atenção.

O município orienta a população a acompanhar os comunicados oficiais. Diante de qualquer situação de risco, a recomendação é deixar o local e acionar os serviços de emergência.

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