Apoio às famílias atingidas por incêndio em Santos mobiliza cidade

O apoio às famílias atingidas pelo incêndio na Vila Gilda, em Santos, segue firme desde as primeiras horas de sexta-feira (1º), quando o fogo destruiu cerca de 100 palafitas no Caminho São Sebastião, na Zona Noroeste. Desde então, a Prefeitura mobilizou equipes para garantir acolhimento, alimentação, itens de higiene, suporte psicológico e encaminhamentos sociais.
Até a tarde de sábado (2), o CRAS Rádio Clube cadastrou 242 famílias, totalizando 549 pessoas. Vinte e cinco delas aceitaram abrigo emergencial no Complexo Esportivo da Zona Noroeste, onde recebem refeições do restaurante Bom Prato e da cozinha comunitária. A UME Pedro Crescenti permanece de prontidão para novos acolhimentos.
Ainda na sexta, a Prefeitura anunciou o pagamento de auxílio-aluguel emergencial no valor de R$ 1 mil mensais às famílias afetadas. O benefício será dividido entre o município (R$ 600) e o governo estadual (R$ 400). As secretarias de Desenvolvimento Social (Seeds) e de Prefeituras Regionais (Sepref) coordenam a entrega de roupas, colchões, kits de higiene e água potável.
O Centro de Convivência Rádio Clube também funciona como ponto de apoio. A Defesa Civil estadual já entregou 200 colchões, cobertores e 100 kits de higiene para suprir necessidades imediatas da população afetada.
A Secretaria de Saúde disponibilizou psicólogos na Policlínica Vila Gilda para atender as vítimas emocionalmente, por tempo indeterminado. O trabalho segue de forma contínua e integrada.
Outras esferas
A mobilização envolve ainda articulação com os governos estadual e federal. O prefeito de Santos terá reunião em Brasília nesta terça-feira (5) com o vice-presidente Geraldo Alckmin e autoridades do setor de habitação. O objetivo é acelerar a entrega de moradias definitivas. Cerca de 900 unidades devem ser concluídas em até 12 meses, com mais mil previstas por meio de financiamento com recursos do CAF.
Além do poder público, a solidariedade da comunidade tem feito a diferença. Moradores da região recolhem alimentos, colchões e roupas na Associação de Moradores da Vila Gilda. “Não dá para ficar parado vendo tanta gente sem nada”, afirmou Andrea de Souza, 50, responsável pela entidade.
Rosimar Marques, 48, moradora há mais de uma década, relatou o momento de desespero. “Minha filha me acordou aos gritos. O fogo tomou conta de tudo muito rápido”, disse. A causa do incêndio ainda está sob investigação do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil.












