Universalização do esgoto em Mogi terá R$ 260 milhões do Estado
Projeto prevê obras de coleta e tratamento de esgoto em toda a cidade, sem custos para o município (Divulgação PMMC)

Mogi das Cruzes deu um passo decisivo rumo a universalização do esgoto nesta terça-feira (6). Isso, graças à entrega à Câmara Municipal do projeto de lei que autoriza a celebração de convênio com a SP Águas, do Governo do Estado de São Paulo. A prefeita Mara Bertaiolli e o vice-prefeito Téo Cusatis levaram o documento ao Legislativo, abrindo caminho para o maior investimento em saneamento básico da história do município: R$ 260 milhões, com recursos 100% estaduais.

O projeto prevê obras de coleta e tratamento de esgoto em toda a cidade, sem custos para o município. A licitação será realizada pela própria SP Águas, após a aprovação dos vereadores. As obras devem começar ainda este ano. Paralelamente, a agência estadual e o Semae atuarão em cooperação técnica para os estudos e definição do cronograma das intervenções.

Durante a entrega do projeto ao presidente da Câmara, José Francimário Vieira, o Farofa, também estiveram presentes vários vereadores. Assim como o diretor-geral do Semae, José Luiz Furtado. E os secretários municipais Guilherme Sever (Governo e Transparência) e Filipe Hermanson (Assuntos Jurídicos e Relações Institucionais).

A prefeita destacou o impacto positivo das obras: “A coleta e o tratamento de esgoto levam saúde e dignidade para as pessoas. Todos os bairros vão receber atendimento. Vamos deixar de poluir o rio Tietê para nos tornarmos uma cidade que respeita o meio ambiente”.

O avanço do projeto resulta diretamente da retomada do diálogo entre a Prefeitura e o Governo do Estado, iniciado ainda durante a transição de governo. A universalização do esgoto foi tema de reuniões com o governador Tarcísio de Freitas e com a secretária estadual de Meio Ambiente, Natália Resende, que visitou Mogi em fevereiro, acompanhada de técnicos e da presidente da SP Águas, Camila Viana.

Parceria

Há cerca de 20 dias, uma nova reunião entre a prefeita e o governador confirmou a autorização para o início dos trâmites. “A parceria com o Estado é fundamental. Mogi terá 100% do esgoto coletado e tratado, com custo zero para o município. Quem ganha com isso é a população”, reforçou Mara Bertaiolli.

O convênio terá vigência inicial de quatro anos, com possibilidade de prorrogação. Dos R$ 260 milhões previstos, R$ 209 milhões virão de financiamento do Governo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e R$ 51 milhões do Tesouro Estadual.

As obras incluem a implantação de coletores-tronco nas bacias dos rios Jundiaí, Oropó, Ipiranga e Negro, além de redes de esgoto na área urbana, que serão tratadas na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Suzano. A execução será responsabilidade do Governo do Estado, com o Semae como parceiro técnico local.

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