Comerciantes calculam prejuízo após três dias sem energia

A queda de energia elétrica, ocasionada pelas chuvas registradas desde a última sexta-feira (3), ainda prejudica pelo menos 500 mil pessoas em São Paulo e moradores e comerciantes calculam os prejuízos.

O número refere-se aos usuários atendidos pela Enel, concessionária que atua na cidade de São Paulo e em mais 23 municípios da região metropolitana. Comerciantes de bairros da zona sul paulistana registram significativa perda de produtos e clientes, enquanto moradores lidam com transtornos na rotina.

A Porto Maria Padaria, que fica na Vila da Saúde, teve enorme prejuízo, já que trabalha com uma grande quantidade de produtos perecíveis. Os donos do local tiveram que fechar as portas até que a energia volte e, com isso, pediram aos funcionários que fiquem em casa, com exceção de alguns que ajudam a organizar a loja, se desfazendo dos alimentos e bebidas que estragaram e higienizando prateleiras, chão, fornos e congeladores.

Sem retorno

A loja ficou sem luz após um poste ter explodido, logo depois que a energia foi restabelecida em uma parte da Avenida Bosque da Saúde, onde está localizada. Desde então, um dos sócios do estabelecimento, o português Baltazar Lisboa, tenta acionar a Enel, que fornece o serviço na capital, sem que a companhia envie uma equipe ao endereço, para solucionar o problema.

Na última vez em que ligou, no início do dia de hoje, o atendente da empresa informou, por telefone, que iria enviar alguém até 10h, o que não aconteceu. Em outras ligações que fez, chegou a permanecer por um hora e meia na fila, aguardando um atendente.

Segundo Lisboa, o fim de semana é um período de bastante movimento na padaria, o que significa que perderam muitos clientes, quadro que o desanimou ainda mais, tendo em vista que já abriu a loja em um momento complicado, durante a pandemia de covid-19 -, mais precisamente, em setembro de 2020.

Sem energia, a equipe não consegue nem sequer dimensionar os danos, já que podem envolver, inclusive, perda de maquinário, considerando que muitos queimam quando há um corte súbito: “A gente já está falando com nosso setor jurídico, para ver o que dá para fazer”, disse à Agência Brasil.

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