Chuvas na Baixada provocam caos e deixam ruas submersas

Chuvas na Baixada provocaram alagamentos e causaram diversos transtornos em cidades do litoral paulista nesta quarta-feira (6). O temporal, que atingiu Santos, Guarujá, São Vicente e Cubatão, alagou ruas e avenidas, abriu uma cratera no Centro do Guarujá e paralisou o transporte em diversos trechos. A intensidade da chuva somada à maré alta impediu o escoamento da água.
No Guarujá, a Defesa Civil registrou 86,9 milímetros de chuva em 12 horas. A força da água abriu uma cratera na avenida Leomil, perto da praia das Pitangueiras. Além disso, vários bairros enfrentaram alagamentos, como Vila Áurea, Vila Zilda, Santa Rosa, Pae Cará, Jardim Helena Maria, Vila Edna e o Centro. A avenida Santos Dumont, em frente à prefeitura, ficou completamente intransitável. Passageiros da linha 930 relataram que a água invadiu um ônibus entre Guarujá e Bertioga.
A travessia de balsas entre Guarujá e Santos também foi prejudicada. Ciclistas ficaram parados em meio à água enquanto aguardavam o embarque. Imagens circularam nas redes sociais, mostrando as dificuldades enfrentadas pela população.
Em Santos, o cenário foi semelhante. A cidade registrou 119,2 mm de chuva em apenas seis horas, o que representa quase toda a média histórica do mês de agosto. A orla da praia e avenidas importantes, como Conselheiro Nébias, Rangel Pestana e Nossa Senhora de Fátima, ficaram submersas. O Canal 1 apresentou alagamentos em diversos trechos, com semáforos intermitentes. Outros pontos afetados incluíram os canais 2, 3 e 4, a avenida Martins Fontes e ruas como Oswaldo Cruz e Pedro de Toledo.
A maré alta agravou a situação, já que impediu a drenagem normal das águas da chuva. O alagamento impediu o tráfego de caminhões e trabalhadores não conseguiram chegar ao serviço. Escolas suspenderam aulas. Apesar da diminuição das chuvas pela manhã, a cidade continuou em estado de alerta.
São Vicente
Em São Vicente, sete pontos de alagamento foram identificados. Entre eles, destacam-se a avenida Martins Fontes, a rua Frei Gaspar na esquina com a avenida Eduardo Souto e a avenida Nações Unidas, nas proximidades do viaduto Mário Covas. O acumulado de chuva chegou a 23,2 mm nas últimas 24 horas. A Defesa Civil local orientou os moradores a evitarem sair de casa e pediu atenção redobrada às áreas de risco.
Moradores devem observar sinais de risco como rachaduras, inclinação de postes, árvores e a presença de água barrenta descendo dos morros. Ao notar qualquer um desses indícios, a recomendação é sair imediatamente do imóvel e acionar os serviços de emergência: Defesa Civil (199 ou 13 3467-7708), Corpo de Bombeiros (193) ou Polícia Militar (190).
A entrada de uma frente fria intensificou a instabilidade climática. O Inmet emitiu alerta de perigo potencial para chuvas e ventos fortes, válido até as 18h desta quarta-feira. O temporal ocorreu no dia seguinte a um incêndio que destruiu cerca de 100 palafitas no bairro Rádio Clube, em Santos. A tragédia, que deixou 329 famílias desabrigadas, levou a prefeitura a decretar situação de emergência.













