Tribo indígena leva cultura a alunos em São Caetano
Comunidade indígena vista EMEI Emílio Carlos e leva história originária para alunos (Divulgação PMSCS)

Alunos da EMEI Emílio Carlos, no bairro Oswaldo Cruz, em São Caetano, participaram de uma atividade cultural com membros da etnia indígena Fulni-ô, que compartilharam histórias, cantos e tradições com as crianças da educação infantil. A iniciativa ampliou o repertório cultural e cognitivo dos estudantes e envolveu também a comunidade escolar.

A ação ocorre no mês de abril, período de celebração do Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, data que tem como objetivo valorizar e preservar a cultura e a história dos povos originários.

Artesão e liderança indígena, Keno Fulni-ô destacou a importância de os próprios indígenas conduzirem esse tipo de atividade. “É muito diferente o próprio indígena estar junto da criança, ela ter a oportunidade de fazer a pergunta, dançar, cantar com a gente”, afirmou. Segundo ele, o contato direto garante a fidelidade da transmissão das informações. “Quem deve contar a história dos povos originários são os próprios povos originários”, completou.

A proposta vai além do conteúdo apresentado em livros ou vídeos e busca proporcionar uma vivência mais próxima das diferentes culturas. A participação das famílias também fez parte da atividade. Para isso, teve confecção de maracás, chocalhos artesanais utilizados em manifestações culturais, além do incentivo ao interesse das crianças pelo tema no ambiente doméstico.

Educação

Para a diretora da unidade, Francelia Batista, a iniciativa contribui para a formação social dos alunos. “A gente acredita que trazer essas referências para as crianças proporciona um novo olhar para a questão da igualdade social e para as famílias também, que querem estar junto, querem trazer essa cultura para dentro da escola, e a gente só percebe isso quando traz”, afirmou.

A expectativa em torno da atividade também mobilizou os alunos em sala de aula. A professora Laís Alvarez relatou que houve até contagem regressiva para o encontro. “As crianças desde pequenas precisam ter essa imagem de que o Brasil é composto de várias culturas, e por isso tem tanta cultura diferente dentro da própria sala de aula. A gente quer que eles tenham interesse, e eles naturalmente têm, o que falta é dar essas oportunidades”, disse.

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