Reajuste da EDP eleva conta de luz em oito cidades do Alto Tietê

Por conta do reajuste tarifário anual da EDP São Paulo aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a conta de luz fica mais cara a partir desta quinta-feira (23) para os consumidores do Alto Tietê. O aumento médio será de 16,78%, com impacto direto nas cidades de Mogi das Cruzes, Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá, Biritiba-Mirim, Salesópolis e Guararema.
Os clientes da baixa tensão, como residências e pequenos comércios, terão alta de 15,44%. Já os consumidores da alta tensão, que incluem indústrias e grandes estabelecimentos, enfrentarão reajuste de 19,80%. A nova tarifa entra em vigor em toda a área de concessão da empresa, que atende 2,2 milhões de unidades consumidoras em 28 municípios do estado, abrangendo também o Vale do Paraíba e o Litoral Norte.
Fatores que explicam o aumento
Segundo a Aneel, o reajuste reflete o aumento nos encargos setoriais, no transporte de energia e nos componentes financeiros calculados para os próximos 12 meses. Os encargos subiram 28,7% e sozinhos representaram 6,69% do impacto médio. Já os custos com transmissão de energia cresceram 7%, respondendo por 0,83%. Os componentes financeiros, que incluem créditos tributários e compensações de empréstimos, somaram 4,74% no cálculo.
Apesar do aumento geral, a parcela que cabe à EDP — referente à distribuição de energia — teve redução de -0,37%, o que ajudou a atenuar parte da alta ao consumidor. De acordo com a distribuidora, o faturamento anual do grupo no estado chega a R$ 6,55 bilhões, resultado de um consumo crescente e da expansão da rede elétrica nas cidades atendidas.
Como fica a conta no Alto Tietê
Na prática, o consumidor residencial que pagava R$ 85,63 passará a desembolsar cerca de R$ 100. Em média, de cada R$ 100 pagos, R$ 21,80 vão para a EDP — para cobrir custos operacionais, manutenção e investimentos na rede. Outros R$ 34,68 se destinam à geração e transmissão da energia, enquanto R$ 43,48 correspondem a encargos, impostos e tributos.
Os impactos variam conforme o perfil de consumo. Indústrias e comércios de grande porte, conectados à alta tensão, sentirão aumento maior. Já os clientes residenciais e de baixa renda terão reajuste menor, dentro da média de 15%.
Diferença entre revisão e reajuste
A conta de luz fica mais cara por conta do Reajuste Tarifário Anual (RTA), um processo automático previsto em contrato de concessão. Nele, a Aneel atualiza a chamada Parcela B, que cobre custos de operação e manutenção, e repassa as variações da inflação e dos encargos. Esse processo é mais simples que a Revisão Tarifária Periódica (RTP), que ocorre a cada quatro anos e redefine metas de qualidade, perdas e eficiência.
Com a decisão, as novas tarifas entram em vigor em 23 de outubro para todos os clientes da EDP São Paulo. Arujá e Santa Isabel recebem atendimento de outras distribuidoras de energia ficam de fora do reajuste.










