Nova direção da CUT-SP se reúne com bancada do PT na Alesp

Membros da nova direção executiva da CUT-SP estiveram, nesta terça-feira (12), reunidos com a bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Na reunião, eles trataram de assuntos relacionados às lutas da classe trabalhadora no estado. Debateram também os enfrentamentos aos desmontes propostos pelo governo Tarcísio de Freitas em áreas como saneamento, transporte e educação.

O encontro também foi uma oportunidade para apresentar e estreitar o relacionamento com a nova diretoria da Central no estado, eleita em agosto no 16º CECUT.

Novo presidente da CUT-SP, Raimundo Suzart destacou a luta que a entidade tem realizado na defesa do papel do Estado e por uma política de industrialização com geração de emprego e renda. “Queremos ampliar o diálogo com a população, uma vez que Tarcísio busca reduzir o papel do estado com uma agenda de sucateamento e de privatizações dos serviços públicos, e contar com a bancada do PT será fundamental nessa luta”, afirmou.

Na reunião, conduzida pelo líder da bancada do partido, o deputado Paulo Fiorilo, também esteve presente o secretário de Comunicação da CUT-SP, Belmiro Moreira. A comunicação, inclusive, é um eixo que precisa de ampliação nas mobilizações, de forma a repercutir as pautas importantes em debate na Alesp.

Deputados

Em seguida, houve rodada de falas dos deputados e deputadas, que destacaram o papel da CUT na defesa da democracia e dos direitos.

O deputado Luiz Claudio Marcolino, ex-dirigente da CUT-SP na gestão passada, sugeriu que os sindicatos se aproximem das comissões temáticas das quais o PT participa na Assembleia. Para ele, desta forma, os diversos ramos e categorias que tiverem relação com o tema discutido, poderão contribuir nos debates e construção de propostas. “As subsedes da CUT podem ser estratégicas nessa ação por atuarem em diferentes regiões do estado, acompanhando e vivenciando as necessidades locais”, disse.

Já a deputada Beth Sahão avaliou que o fortalecimento da Central no interior contribuirá com o avanço das discussões de pautas fundamentais na luta de classes.

Com base nos resultados da última eleição, em 2022, o interior do estado ainda é formado por uma população de maioria conservadora. Entretanto, a atuação dos movimentos sociais e sindical na região conseguiu impedir o avanço da extrema-direita, com resultados importantes em cidades estratégicas e levando o debate político ao segundo turno. Com as eleições municipais de 2024, a expectativa é ampliar essa mobilização, de forma a garantir a pauta da classe trabalhadora no debate eleitoral.

A deputada Professora Bebel, também dirigente da Apeoesp, fez um balanço da atuação da CUT-SP nos momentos decisivos do país. Com lutas que foram fundamentais para barrar ou impedir retrocessos maiores. “Nos últimos anos, a Central fez atos importantes, demonstrando a força dos trabalhadores no enfrentamento de projetos como a reforma da Previdência e a Trabalhista. Também houve forte resistência diante do golpe contra a presidenta Dilma e a prisão ilegal do presidente Lula”, recordou.

Ataques

Nessa mesma linha, o deputado Enio Tatto lembrou que, em meio à tentativa de criminalizar o PT, outros movimentos foram alvos de ataques. Entre eles, a CUT e o MST. Mas que a capacidade de união e resistência dessas organizações conseguiu virar o jogo e impedir a continuidade do governo Bolsonaro.

Em sua fala, o metalúrgico e deputado Barba disse que a bancada pode contribuir com o plebiscito contra as privatizações da Sabesp, do Metrô e CPTM, uma campanha iniciada nesta semana pelos sindicatos e as centrais para ouvir a população sobre o plano de entrega desses serviços para a iniciativa privada.

Ao final do encontro, Raimundo agradeceu pela agenda. Ele convdou os deputados para uma visita à sede da Central, no Brás,. Lá, erão recebidos por toda a direção eleita, em data a ser definida.

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