Mogi reafirma posição contra pedágios na cidade

Mogi reafirma posição contra pedágios na cidade. Mogi das Cruzes reforçou na noite desta terça-feira (07/11) a postura totalmente contrária à instalação de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga. A medida está prevista no projeto do Governo do Estado para a concessão de rodovias do chamado Lote Litoral Sul. Para marcar essa posição, cerca de 700 pessoas, entre autoridades e representantes de segmentos da sociedade civil, participaram de um evento no auditório do Cemforpe.
Durante o evento, o prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha, ressaltou os prejuízos que serão trazidos com a implantação do pedágio. E os impactos negativos a todos os setores da economia, além de custos aos mogianos que transitam diariamente pelas vias para trabalhar ou estudar.
“Mogi das Cruzes mais uma vez disse que Pedágio Não! Toda a cidade esteve representada no Cemforpe e, mais uma vez, reafirmamos nossa posição contrária ao pedágio absurdo. É totalmente desproporcional e injusto com a nossa cidade. A arrecadação do pedágio no município é de 17% do total do projeto da concessão e o retorno é de apenas 0,5%. Não tem nenhuma compensação a não ser a duplicação de 1,5 quilômetro da estrada do Evangelho Pleno”, reforçou.
O chefe do executivo lembrou que a previsão de arrecadação com os dois pedágios nos 360 meses da concessão é de R$ 1,791 bilhão. Com este montante, seria possível a construção de 119 escolas municipais, 238 obras de mobilidade urbana das dimensões da construção do complexo viário na região da praça Kazuo Kimura, a construção de 1.791 quadras poliesportivas e o custeio do pronto-socorro em todo o período da concessão.
Audiência
O prefeito também anunciou que o Poder Judiciário agendou para o dia 7 de dezembro uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a Artesp sobre o tema. No dia 26 de outubro, a Administração Municipal protocolou uma ação civil pública, com pedido de liminar, contra a implantação de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga. No documento, a Prefeitura pleiteia a nulidade do projeto de concessão das rodovias e uma liminar suspendendo a publicação do edital do projeto de concessão pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp).
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