Mogi é certificada por eliminar transmissão vertical do HIV

Mogi das Cruzes acaba de receber um dos mais importantes reconhecimentos na área da saúde materno-infantil. Afinal, o município conquistou, do Ministério da Saúde, a certificação pela eliminação do HIV na transmissão vertical. Além disso, recebeu o Selo Prata sífilis por suas boas práticas rumo à eliminação desta doença. Uma cerimônia em Brasília, nesta quarta-feira (03/12), oficializou as conquistas.
O evento reuniu autoridades e profissionais de saúde de todo o país, com a presença do ministro Alexandre Padilha. Dessa forma, a agenda marca um novo capítulo nas estratégias nacionais para interromper a transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatite B.
Representando Mogi das Cruzes, uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar recebeu os certificados. O grupo incluiu o secretário adjunto Luiz Bot, a diretora da Rede Básica Juliana Matos, a infectologista Márcia Chebel e a enfermeira Daniela Alves Marins, coordenadora do programa de IST/AIDS.
Posteriormente, a Comissão Nacional de Validação deferiu a certificação após análise detalhada. Para isso, avaliou indicadores, fluxos assistenciais e documentos técnicos, além de uma visita in loco em junho. Como resultado, Mogi comprovou a eliminação do HIV com taxa zero de transmissão para bebês.
Da mesma forma, o município garantiu o Selo Prata sífilis ao registrar apenas 2,6 casos por mil nascidos vivos. Esse índice, portanto, está dentro do rigoroso parâmetro federal. Para chegar a esses patamares, a cidade avançou em vigilância, diagnóstico precoce, pré-natal universal e tratamento oportuno.
Os pilares do sucesso mogiano
Entre os destaques da rede municipal, a equipe nacional citou a vigilância epidemiológica ativa e os fluxos assistenciais consolidados. A cobertura do pré-natal, por exemplo, alcança 95% das gestantes com quatro ou mais consultas. Ademais, a cidade garante 100% de testagem para HIV, sífilis e hepatite B na gravidez.
Outro ponto forte é o tratamento imediato para sífilis na Atenção Primária. Da mesma forma, a maternidade oferece atendimento humanizado, com medidas como oferta de fórmula láctea para bebês expostos ao HIV. A cidade também amplia o acolhimento a populações vulneráveis, como na Casa de Acolhimento Maria Madalena.
A secretária Rebeca Barufi destaca que a conquista simboliza um esforço conjunto. “Este é um esforço de gestores, profissionais e da sociedade pela proteção da vida”, aponta. Por sua vez, o secretário adjunto Luiz Bot vê o resultado como um compromisso com uma saúde pública eficiente e humana.
“É o resultado de um trabalho contínuo e técnico”, frisa Bot. Finalmente, a diretora Juliana Matos comemora a confirmação de que o modelo de cuidado funciona. “Uma rede integrada e comprometida transforma realidades e salva vidas todos os dias”, completa. Com isso, Mogi das Cruzes se posiciona entre os líderes nacionais na eliminação da transmissão vertical de doenças.












