Mogi mantém ritmo de limpeza da rede de esgoto em 2026

De janeiro a maio de 2026, o Semae Mogi das Cruzes realizou a limpeza de 100 quilômetros de redes de esgoto em ações preventivas e de manutenção. O resultado mantém o ritmo de trabalho adotado desde 2025. Naquele ano, a autarquia limpou 245 quilômetros de tubulações ao longo de 12 meses. O volume superou em 16,7% o resultado de 2024, quando as equipes executaram 210 quilômetros de limpeza de rede.
Segundo o chefe da Divisão de Manutenção de Redes de Esgoto do Semae, Rafael Regueiro, a ampliação dos serviços trouxe reflexos diretos para a população. Além disso, a média de limpeza tem se mantido em aproximadamente 20 quilômetros por mês desde o ano passado.
“Desde o ano passado, estamos mantendo uma média de 20 quilômetros por mês. Só que mais importante do que uma extensão maior de tubulações que foram limpas é que isso resultou numa queda de 8% nas reclamações de vazamento de esgoto de 2024 para 2025”, explica Rafael Regueiro.
Resíduos
A redução das reclamações está ligada ao trabalho contínuo de manutenção da rede. As equipes retiram resíduos acumulados nas tubulações e utilizam caminhões combinados para executar o serviço. Esses veículos fazem a sucção dos detritos e aplicam jatos de água sob pressão no interior das redes de esgoto.
Apesar dos avanços, a autarquia alerta que o bom funcionamento do sistema também depende do uso correto da rede pelos moradores. Um dos problemas mais frequentes é o descarte inadequado de materiais sólidos no sistema de esgoto.
Durante as intervenções, as equipes encontram gordura solidificada, preservativos, fraldas, lenços umedecidos, pedaços de pano e excesso de papel higiênico. Segundo o Semae, esses materiais não devem ser descartados na tubulação de esgoto.
Como consequência, esses resíduos provocam entupimentos, vazamentos e retorno de esgoto para dentro dos imóveis. Além disso, causam erosões, mau cheiro nas vias públicas e até bloqueios no trânsito durante os reparos. O problema também aumenta as despesas da autarquia, que precisa deslocar funcionários e equipamentos para atender as ocorrências.
Da mesma forma, o uso inadequado da rede amplia a demanda por manutenção em estações elevatórias e nos cestos de gradeamento. Essas estruturas impedem a passagem de materiais sólidos nas unidades de bombeamento e tratamento de esgoto.
Ligações
Outro problema recorrente envolve a ligação irregular dos sistemas de drenagem de água de chuva à rede de esgoto residencial. As tubulações conectadas às calhas e aos ralos dos quintais não devem direcionar a água para o sistema de esgotamento sanitário.
O procedimento correto é conduzir a água da chuva até as guias das ruas. Em seguida, ela segue para as bocas de lobo e galerias pluviais. Depois, o fluxo chega aos córregos e rios.
Segundo o Departamento de Operações do Sistema de Esgotamento Sanitário, responsável pela gestão das redes e estações de esgoto, as ligações irregulares aumentam os chamados para reparos durante os períodos chuvosos. Por isso, os moradores enfrentam mais transtornos. Além disso, a situação amplia a demanda por manutenção, aumenta o deslocamento de equipes, eleva os custos operacionais e prolonga o tempo de resposta.
A conexão inadequada das águas pluviais também aumenta a necessidade de manutenção. Isso ocorre porque a chuva leva terra para dentro das tubulações de esgoto. Como resultado, o acúmulo de resíduos cresce e exige novas intervenções. Além disso, a mistura entre os sistemas pode provocar vazamentos em tampões de rede. Esse problema costuma aparecer em ruas e avenidas após períodos de chuva intensa.
Outra ocorrência comum é o retorno de esgoto para o interior das residências. Nesses casos, o grande volume de água de chuva lançado irregularmente na rede supera a capacidade de vazão do sistema. Consequentemente, o esgoto retorna para dentro dos imóveis e causa transtornos aos moradores.
Para o diretor-geral do Semae, José Luiz Furtado, a limpeza preventiva e a conscientização continuam sendo as principais ferramentas para reduzir problemas no sistema de esgotamento sanitário.
“As manutenções preventivas são um trabalho permanente, mas muito do que fazemos de reparo na rede poderia ser evitado com o uso correto do sistema. As manutenções, nesses casos, são apenas soluções emergenciais. Para resolver o problema de forma definitiva é necessário que os responsáveis pelos imóveis verifiquem o correto escoamento de água de chuva e não joguem lixo no vaso sanitário”, afirma José Luiz Furtado.













