Especialista da Imot esclarece mitos sobre cirurgia robótica
Especialista em Cirurgia do Joelho do Imot, Marcos Nali, esclarece as principais dúvidas sobre cirurgia robótica, tecnologia que amplia a precisão em procedimentos ortopédicos e exige certificação específica dos cirurgiões. "Foto: Divulgação"

A cirurgia robótica vem ganhando cada vez mais espaço em diferentes especialidades médicas, principalmente na Ortopedia, onde já é utilizada em procedimentos relacionados ao joelho e ao quadril. Apesar dos avanços tecnológicos e dos benefícios associados ao método, ainda existem dúvidas entre pacientes sobre o funcionamento dos sistemas robóticos, o papel do médico e as reais vantagens da técnica.

Com mais de 35 anos de atuação em Ortopedia, especialista em Cirurgia do Joelho e membro titular de diversas entidades médicas nacionais e internacionais, o médico Marcos Nali, do Imot, de Mogi das Cruzes, esclarece os principais mitos e verdades sobre a cirurgia robótica.

O robô realiza a cirurgia sozinho?

Mito.

Segundo Marcos Nali, o robô não substitui o cirurgião em nenhum momento. Toda a operação é conduzida pelo médico, responsável por todas as decisões durante o procedimento.

“O robô não substitui o médico em nenhum momento. Todas as decisões são tomadas pelo cirurgião, que controla cada etapa do procedimento. A tecnologia atua como um recurso auxiliar para aumentar a precisão da cirurgia”, explica.

A cirurgia robótica oferece maior precisão?

Verdade.

Os sistemas robóticos utilizam recursos avançados de imagem e planejamento cirúrgico, permitindo maior precisão principalmente no posicionamento de implantes e no alinhamento das articulações.

“Na Ortopedia, essa precisão pode ser importante para o posicionamento de implantes e para o alinhamento das estruturas articulares. A tecnologia oferece informações em tempo real que ajudam a conduzir o procedimento de acordo com o planejamento estabelecido antes da cirurgia”, afirma Nali.

Qualquer paciente pode fazer cirurgia robótica?

Mito.

Nem todos os pacientes possuem indicação para esse tipo de procedimento. A escolha depende do diagnóstico, das condições clínicas, do histórico médico e dos objetivos do tratamento, sendo necessária avaliação individualizada.

A recuperação costuma ser mais rápida?

Verdade.

Em muitos casos, a cirurgia robótica utiliza técnicas menos invasivas, o que pode reduzir o trauma aos tecidos, diminuir o tempo de internação e favorecer um retorno mais rápido às atividades. No entanto, o tempo de recuperação também depende da idade do paciente, do estado geral de saúde, da complexidade da cirurgia e da adesão ao processo de reabilitação.

A experiência do médico deixa de ser importante?

Mito.

Para Marcos Nali, a tecnologia é apenas uma ferramenta de apoio. O planejamento, a análise clínica e a condução da cirurgia continuam sendo responsabilidade do cirurgião.

“A tecnologia oferece recursos adicionais, mas a análise clínica, o planejamento e a condução da cirurgia continuam sendo responsabilidade do médico. O resultado está diretamente relacionado à experiência da equipe envolvida”, destaca.

A cirurgia robótica já faz parte da Ortopedia?

Verdade.

Atualmente, a tecnologia é utilizada principalmente em procedimentos de artroplastia do joelho, auxiliando no planejamento personalizado e na execução da cirurgia conforme a anatomia de cada paciente.

“O principal fator para a escolha da técnica continua sendo a necessidade clínica de cada caso, definida após avaliação médica”, ressalta.

Qualquer ortopedista pode operar utilizando robôs?

Mito.

O especialista explica que apenas médicos certificados podem utilizar os equipamentos robóticos. A certificação funciona como uma habilitação específica, concedida somente a cirurgiões experientes convidados a realizar o treinamento.

Todos os robôs utilizados em cirurgia são iguais?

Mito.

Existem diferentes plataformas robóticas disponíveis no mercado. Cada fabricante de próteses possui um sistema específico, motivo pelo qual muitos especialistas buscam certificações em diferentes tecnologias.

Imot completa 50 anos de atuação

Fundado em agosto de 1976, o Imot se prepara para completar 50 anos como uma das principais referências em Ortopedia e Traumatologia do Brasil.

A instituição oferece pronto atendimento diariamente na unidade de Mogi das Cruzes, além de consultas, fisioterapia e diversos tratamentos especializados. O complexo também conta com o Imot Care, voltado aos cuidados interdisciplinares, e o Imot MovSaúde, que reúne serviços exclusivos e inovadores.

Em Mogi das Cruzes, o Imot está localizado na Rua Otto Unger, 433, no Centro. Informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 4728-3420, pelo site oficial e pelas redes sociais (@clinicaimot).

A unidade de Suzano fica na Rua Augusta Aparecida Carvalho Morais, 250, Jardim Santa Helena, com atendimento pelo telefone (11) 4741-3333.

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