Coleta de lixo em Itaquá sofre mudanças após enchentes
Objetivo da medida é minimizar os transtornos provocados pelas enchentes e evitar o descarte irregular (Imagem: Divulgação PMI)

Da Redação_ A Prefeitura está adaptando a coleta de lixo em Itaquá para atender os bairros afetados pelas enchentes que atingiram a cidade no último fim de semana. A Secretaria de Meio Ambiente atualizou medidas emergenciais para garantir a destinação correta dos resíduos e evitar o descarte irregular, especialmente em locais de difícil acesso, como Maria Augusta, Jardim Fiorelo, Vila Japão, Vila Bartira, Vila Sônia e Tipóia.

A coleta convencional enfrenta obstáculos devido ao alagamento de ruas e à dificuldade de trânsito dos caminhões. Para minimizar os transtornos, a prefeitura instalou quatro caçambas no Maria Augusta e uma na Vila Japão, oferecendo aos moradores um local adequado para o descarte do lixo. Além disso, máquinas especializadas percorrem os pontos alagados, garantindo a remoção dos resíduos nos locais onde os caminhões não fornecem circulares.

A segurança do Meio Ambiente, Yasmim Zampieri, reforçou a importância da colaboração dos moradores. “Orientamos a população a manter os resíduos bem lacrados e separados, especialmente os recicláveis. É fundamental não descartá-los nas ruas alagadas para evitar que o problema se agrave”, alertou. O prefeito Eduardo Boigues ressaltou que a cidade enfrentará um momento crítico, exigindo união e organização. “O armazenamento temporário de lixo em locais estratégicos é essencial para manter a limpeza e a ordem”, afirmou.

Situação de emergência

Os desafios na coleta de lixo são consequência direta das fortes chuvas que levaram o município a decretar situação de emergência na terça-feira (4). O temporal provocou alagamentos, penetração de terra e o aumento do nível do rio Tietê, afetando cerca de 2,5 mil residências. Mais de 1,1 mil pessoas ficaram desalojadas e 95 precisaram de abrigo.

Diante do cenário crítico, a prefeitura autorizou a convocação de voluntários e campanhas de arrecadação para apoiar as vítimas. O decreto também permitiu a dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços essenciais, acelerando as ações de resposta.

Além das dificuldades na coleta, o trânsito da cidade está comprometido, impactando até mesmo bairros que não sofreram alagamentos. O aterro sanitário que recebe os resíduos também enfrenta problemas causados ​​pelas chuvas, o que exige soluções urgentes para evitar um colapso na limpeza urbana.

A administração municipal segue monitorando a situação e buscando alternativas para minimizar os impactos à população.

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