Campanha da Fraternidade 2026 mobiliza autoridades em Arujá
O evento reuniu autoridades, lideranças religiosas e políticas, sociedade civil e comunidade para alertar sobre o déficit habitacional no Brasil e destacar a importância da moradia digna como direito humano essencial. "Foto: Divulgação/CMA"

Pela primeira vez na história de Arujá, a Câmara Municipal sediou o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2026, promovida pela CNBB, com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (João 1:14). A solenidade ocorreu na noite de sexta-feira (20/02), no plenário do Legislativo, a partir de solicitação do vereador Divinei da Silva (PL).

A sessão solene foi presidida pela vereadora Professora Cris (PSD) e reuniu autoridades civis e religiosas, entre elas o bispo diocesano Dom Pedro Luiz Stringhini, o prefeito Dr. Luis Camargo, a presidente do Fundo Social, Clau Camargo, além de vereadores e representantes de paróquias do município. Segundo a Câmara, o plenário e o Salão Nobre receberam dezenas de famílias e lideranças que acompanharam o ato.

Moradia como direito e urgência social

Ao justificar a realização do evento na “Casa do Povo”, o vereador Divinei destacou que discutir moradia é tratar diretamente de segurança, saúde, estabilidade familiar e oportunidades, defendendo união entre poder público e sociedade para transformar reflexão em ações concretas.

Na mesma linha, a presidente da Câmara, Professora Cris, afirmou que o objetivo é fortalecer políticas públicas e evitar que famílias fiquem desabrigadas. “Não queremos nenhuma família desabrigada, ninguém pode ficar para trás”, declarou.

Alertas sobre déficit habitacional e população em situação de rua

Durante a solenidade, Dom Pedro Luiz Stringhini ressaltou a dimensão do problema habitacional no país, mencionando a existência de mais de 6 milhões de pessoas no Brasil sem moradia e citando ainda o crescimento de moradores em situação de rua, com destaque para grandes centros. O bispo também reforçou que a Constituição estabelece a moradia como direito e defendeu a soma de esforços entre Estado, sociedade civil e Igreja.

Em outra referência mencionada no material divulgado pela Câmara, os números relacionados ao tema incluem déficit habitacional de 6 milhões de moradias e um déficit qualitativo de 26 milhões de residências inadequadas, como moradias sem saneamento, superlotadas ou com estrutura precária.

Regularização fundiária e apelo contra polarização

A presidente do Fundo Social, Clau Camargo, ressaltou que habitação é uma preocupação da gestão municipal e citou a entrega de mais de 1,5 mil títulos de regularização fundiária a famílias arujaenses.

Já o prefeito Luis Camargo defendeu que programas habitacionais avancem com mais agilidade e criticou a polarização política entre esferas estadual e federal, citando iniciativas como Minha Casa Paulista e Minha Casa, Minha Vida. Para ele, disputas prejudicam quem mais precisa, e é necessário um posicionamento “mais coeso e centrado” para garantir que os projetos saiam do papel.

Campanha chama sociedade para compromisso prático

Ao propor o tema “Fraternidade e Moradia”, a CNBB busca conforme destacado no evento ampliar a consciência coletiva de que moradia digna não é apenas pauta de governo, mas um compromisso social permanente, que exige cooperação, planejamento e responsabilidade pública. Em Arujá, o lançamento inédito sinaliza um esforço de aproximar o debate da população e das instituições locais, conectando fé, cidadania e políticas públicas em torno de um problema que ainda atinge milhões de brasileiros.

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