Câmara cobra ampliação da hemodiálise em Mogi
Vereadores pressionam por hemodiálise em Mogi (Rovena Rosa _ Ag Brasil)

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, na sessão ordinária desta quarta-feira (22), a Moção nº 40/2026. O documento solicita ao Governo do Estado e à Prefeitura a ampliação da hemodiálise em Mogi. A proposta é de autoria do presidente da Casa, vereador Francimário Vieira Farofa (PL).

Demanda

O texto chama atenção para a situação dos pacientes renais crônicos. Isso ocorre diante do aumento da demanda por terapia renal substitutiva. Atualmente, 102 moradores de Mogi das Cruzes fazem tratamento fora do município. Como resultado, enfrentam desgaste físico e emocional. Além disso, há custos adicionais com transporte para a administração pública.

Estrutura

De acordo com a moção, o serviço de hemodiálise em Mogi é prestado, em sua maioria, pela Clínica Diaverum. A unidade é considerada essencial para a rede pública de saúde local. Ao mesmo tempo, possui um plano de expansão. Esse plano prevê a abertura de uma nova ala para atendimento particular. Também inclui a instalação de 18 cadeiras adicionais.

Com essa nova estrutura, pacientes de convênios e particulares seriam remanejados. Dessa forma, vagas seriam liberadas na unidade conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS), no Alto Ipiranga. Assim, a expectativa é atender cerca de 100 novos pacientes da rede pública. Com isso, haveria ampliação do acesso à hemodiálise em Mogi.

Impacto

Durante a discussão, vereadores destacaram a gravidade da situação. Segundo Iduigues Martins (PT), pacientes enfrentam dificuldades constantes. “As pessoas que precisam de hemodiálise vivem um drama. Muitas vezes, não conseguem vagas”, afirmou.

Além disso, a vereadora Priscila Yamagami (PL) reforçou a necessidade de ação. Para ela, falta vontade política. “Existem muitas pessoas para serem atendidas e que não conseguem. Isso é muito triste”, declarou.

Posição

Por fim, o presidente da Câmara criticou a atuação do Governo do Estado. Segundo Farofa, há pouca atenção ao problema. Ele também destacou o impacto do tratamento na cidade. “A gente vê que não existe muito interesse do Governo do Estado em resolver essa situação. No entanto, eles não têm noção de como muda a qualidade de vida quando as pessoas fazem o tratamento em Mogi das Cruzes. Há uma necessidade de ampliar o número de vagas na cidade”, disse.

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