Brasileiros terminam centésima São Silvestre em terceiro
Núbia e Fábio ficam em terceiro e vão ao pódio na centésima edição da São Silvestre (Divulgação)

Sob forte calor e com recorde de mais de 55 mil inscritos, a centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada na manhã desta quarta-feira (31), terminou com presença brasileira no pódio das duas provas principais. No feminino, Núbia de Oliveira voltou a ser a melhor atleta do país e repetiu a terceira colocação; a tanzaniana Sisilia Panga ficou com a vitória. No masculino, Fábio de Jesus Correia foi o melhor brasileiro e também terminou em terceiro lugar, enquanto o etíope Muse Gisachew venceu a prova ao superar o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong nos minutos finais, com diferença de apenas quatro segundos.

Feminino

Núbia, de 23 anos, completou sua quarta participação na São Silvestre e melhorou o desempenho em relação ao ano passado. Ela concluiu o percurso em 52 minutos e 42 segundos, abaixo dos 53 minutos e 24 segundos registrados na edição anterior, quando também terminou em terceiro lugar. Depois do resultado, afirmou que mantém como objetivo o título da prova. “Meu sonho é me tornar campeã da São Silvestre e eu vou lutar por isso até o fim. Tenho 23 anos de idade. Eu acredito que tenho ainda um longo caminho para percorrer. Estou ganhando muita experiência até chegar no lugar mais alto do pódio”, declarou.

Em entrevista coletiva, a atleta destacou o impacto de sua atuação para outras mulheres. “Esse resultado, eu tenho certeza que inspira e impulsiona mais mulheres a participar do esporte. Tenho certeza que sou referência para muitas mulheres. Fico muito feliz em estar no pódio e representar a força da mulher, da mulher nordestina. Estou muito feliz em estar mais uma vez participando e vendo o crescimento das mulheres na corrida de rua”, afirmou.

Masculino

No masculino, Fábio de Jesus Correia foi o melhor brasileiro e terminou a prova em terceiro lugar. Ele disse que segue pensando na vitória e citou o longo período sem conquistas nacionais na elite masculina. “A gente sempre tem que estar com esse pensamento de ser campeão, de ser vencedor em tudo que a gente faz. No entanto, tem quase 16 anos que um brasileiro não vence a prova [no masculino]. Mas vou treinar bastante para, quem sabe nos próximos anos, quebrar esse tabu”, afirmou. A última vitória brasileira no masculino ocorreu em 2010, com Marilson Gomes dos Santos.

Apesar da atenção voltada aos atletas de elite, a maior parte dos participantes foi formada por corredores anônimos, vindos de diversas regiões do Brasil e também do exterior. Muitos se inscreveram para se exercitar, se divertir ou cumprir promessas pessoais. Independentemente dos motivos, todos enfrentaram o mesmo desafio: completar o percurso da São Silvestre pelas ruas de São Paulo, encerrando o ano com alegria, motivação e a meta de chegar ao fim da prova.

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