Brasileiras quebram 3 recordes mundiais no atletismo paralímpico

Brasileiras quebram 3 recordes mundiais no atletismo paralímpico. Um dia após a velocista acreana Jerusa Geber, da classe T11 (cegas), superar o recorde mundial paralímpico dos 100 metros, o Circuito Loterias Caixa de Atletismo foi palco neste domingo (26) de outras duas quebras de índices.

No lançamento de dardo, a paulista Beth Gomes, da classe F53 (cadeirantes), estabeleceu uma nova marca internacional: 13,69 metros. O índice anterior – 11,89m – fora obtido pela ucraniana Lana Lediedieva, em 2021, na Paralimpíada de Tóquio.

Quem também brilhou no domingo (26), último dia do Circuito, foi a pernambucana Ana Cláudia da Silva. Pela classe T42 (deficiência nos membros inferiores, sem uso de prótese), ela alcançou 4,13m no salto em distância. O índice anterior era de 4,03m. A competição aconteceu no Centro de Treinamento Paralímpico (CTP), em São Paulo

Em meio ao ciclo paralímpico para Paris 2024, os resultados deste fim de semana são um incentivo a mais para atletas de alto rendimento. Por exemplo, para Beth Gomes, de 58 anos, atual recordista mundial no arremesso de peso e no lançamento de disco (classe F52). Ela também é medalhista de ouro no lançamento de disco nos Jogos de Tóquio.

“Estou vindo de uma preparação muito boa. Mas, com essa mudança de classe, foi uma surpresa para mim. As provas de dardo estão no programa dos Jogos de Paris 2024 e pretendo me dedicar bastante para buscar uma medalha também, além do disco, que é a minha prova principal”, afirmou a atleta, diagnosticada nos anos de 1990 com esclerose múltipla, em depoimento ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Mais recordes

A recifense Ana Cláudia da Silva, que competiu na Rio 2016 e em Tóquio 2020, também festejou muito a façanha de superar o índice mundial no salto em distância.

“Estávamos fazendo saltos próximos a essa marca nos treinos e hoje tivemos a felicidade de conseguir esse feito. O trabalho do atleta é duro e árduo e chegar a um recorde mundial não é de um dia para o outro”, admitiu Ana Cláudia, que sofreu uma queda e fraturou o fêmur quando tinha seis anos.

No sábado (25), a acreana Jerusa Geber – medalhista em Pequim 2008, Londres 2012 e Tóquio 2020 – superou a própria marca, o recorde mundial da prova dos 100 m da classe T11 (cegas). Geber completou a distância em 11s83, baixando em dois centésimos o índice obtido por ela mesma em 2019, também o CTP, em São Paulo.

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