Arujá promove encontro sobre maternidade atípica
Procuradoria da Mulher de Arujá realiza encontro especial sobre maternidade atípica e rede de apoio às mães no próximo dia 27 de maio. "Foto: Divulgação/CMA"

A Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de Arujá realizará no próximo dia 27 de maio, às 14h, o evento “Encontro Ser Mãe: Desafios, Amor e Identidade”, em homenagem ao Mês das Mães. A atividade será gratuita, aberta ao público e acontecerá no Salão Nobre da Casa de Leis, localizado na Rua Rodrigues Alves, 51, no Centro de Arujá.

A iniciativa atende à Lei Municipal nº 3.734/2025, de autoria da presidente da Câmara de Arujá, vereadora Professora Cris (PSD), que instituiu a Semana Municipal da Maternidade Atípica, realizada anualmente no mês de maio. A proposta busca ampliar a conscientização, o acolhimento e a valorização das mães que enfrentam os desafios da maternidade atípica.

“É um período dedicado à conscientização, apoio e valorização das mães que vivenciam essa realidade”, explicou a vereadora Professora Cris.

O simpósio contará com a participação das psicólogas Camila Britto e Danielle Fernandes, que abordarão temas relacionados aos desafios emocionais da maternidade, à importância da rede de apoio e ao cuidado coletivo.

“Será uma grande oportunidade para promovermos a troca de experiências e o cuidado coletivo. Todos estão convidados para este encontro tão especial”, reforçou a presidente da Câmara de Arujá.

Segundo levantamento divulgado pelo JusBrasil, a maternidade atípica no Brasil ainda é marcada por forte vulnerabilidade social e elevada sobrecarga de cuidados. Estima-se que cerca de 80% das mães de filhos com deficiência ou neurodivergências tornam-se mães solo, assumindo integralmente responsabilidades terapêuticas, escolares e financeiras, muitas vezes sem apoio familiar ou institucional adequado.

Nesse contexto, atividades básicas do cotidiano, como momentos de lazer, qualificação profissional, networking e até cuidados pessoais, acabam ficando em segundo plano diante das demandas intensas de cuidado com os filhos.

“A Procuradoria da Mulher de Arujá também tem este papel de acolher as mães atípicas, mães solo e inseri-las na rede de apoio que criamos”, complementou a professora Cris.

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