Vigilância Sanitária interdita comunidade em Suzano

Após uma denúncia formal, a Vigilância Sanitária interdita comunidade terapêutica acolhedora no Parque Cerejeiras devido a graves irregularidades. A unidade funcionava na avenida Pedroso de Morais sem a documentação necessária e apresentava uma estrutura precária e insalubre.
Agentes da Vigilância Sanitária de Suzano interditaram a comunidade terapêutica nesta terça-feira (10/03). Durante a vistoria, a equipe comprovou a ausência de documentos essenciais para o funcionamento do local. Além disso, os fiscais atestaram as péssimas condições estruturais do imóvel, que colocavam em risco os acolhidos.
No momento da ação, dez pessoas viviam no local, entre dependentes químicos e pessoas em situação de rua. Posteriormente à interdição, a administração municipal passou a acompanhar a reintegração familiar de todos, um processo que deve ser concluído até o final da semana.
A fiscalização revelou problemas ainda mais graves. Os agentes encontraram 170 quilos de alimentos vencidos ou mal conservados. Da mesma forma, a equipe apreendeu medicamentos que estavam sem qualquer prescrição médica, agravando o cenário de risco.
A estrutura física do imóvel também contribuiu decisivamente para a interdição da Vigilância Sanitária. O ambiente expunha os residentes a perigos como fiação elétrica sem proteção e um teto com infiltrações, que provocavam goteiras e acúmulo de água no chão. Portanto, o local era considerado insalubre para qualquer tipo de acolhimento.
Prefeitura de Suzano orienta a população a denunciar irregularidades
A situação irregular do estabelecimento ia além das más condições físicas. A comunidade terapêutica não possuía Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) ou licença sanitária. Consequentemente, a falta de um responsável técnico e de uma equipe formalizada reforçou a decisão pela interdição imediata.
Toda essa operação teve origem em uma denúncia feita pela população através da Ouvidoria Municipal. A ação contou com o apoio fundamental da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Civil, garantindo a segurança e a eficácia do trabalho.
Esta não é uma ação isolada da administração. Em 2026, outras operações semelhantes aconteceram, como a interdição de outra comunidade terapêutica irregular no Jardim Brasil, distrito de Palmeiras. Essas ações demonstram o compromisso contínuo com a fiscalização.
A diretora da Vigilância Sanitária de Suzano, Carmen Lucia Lorente, destacou a importância da medida. “Nosso trabalho consiste em garantir que todo estabelecimento de acolhimento funcione dentro das normas sanitárias e legais. Encontramos uma série de irregularidades que colocavam em risco a integridade dos residentes, desde falhas estruturais até a ausência de documentação básica. Diante disso, não havia outra medida possível senão a interdição imediata”, afirmou a diretora.
O secretário municipal de Saúde, William Harada, também comentou a ação. Ele ressaltou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos para coibir práticas irregulares e assegurar atendimento digno à população. “Quando recebemos uma denúncia dessa natureza, nossa obrigação é agir com rapidez e responsabilidade. A parceria entre a Vigilância Sanitária, a GCM e a Polícia Civil foi fundamental para que a fiscalização ocorresse de forma segura e eficaz”, afirmou o titular da pasta.
Por fim, a Prefeitura de Suzano orienta a população a denunciar irregularidades. Os cidadãos podem utilizar o telefone 0800-774-2007 ou o e-mail ouvidoria@suzano.sp.gov.br para relatar problemas em qualquer tipo de clínica ou estabelecimento na cidade.











