São Caetano amplia educação relações étnico-raciais nas escolas
A iniciativa, que envolve desde diretores até cuidadores, busca incorporar a valorização das identidades negras e indígenas no cotidiano escolar, fortalecendo a educação relações étnico-raciais. "Fotos: Divulgação/PMSCS"

A Prefeitura de São Caetano do Sul está ampliando a capacitação de seus profissionais da educação para combater o racismo nas escolas. A iniciativa, que envolve desde diretores até cuidadores, busca incorporar a valorização das identidades negras e indígenas no cotidiano escolar, fortalecendo a educação relações étnico-raciais.

Ao longo do primeiro semestre de 2025, todas as 68 equipes gestoras da rede municipal – incluindo diretores, assistentes e coordenadores pedagógicos – participaram de formações. O objetivo foi orientar a inclusão das relações étnico-raciais nos Projetos Político-Pedagógicos (PPPs) e no planejamento das unidades de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio.

Paralelamente, mais de 1.200 profissionais de apoio, como cuidadores e auxiliares da primeira infância, receberam treinamento específico. As capacitações abordaram letramento racial, identificação e enfrentamento do racismo – inclusive o chamado “racismo recreativo” – e estratégias para promover a participação de todos os estudantes.

Capacitação contínua fortalece educação relações étnico-raciais

As ações são desenvolvidas pelo eixo de Educação Afro-Brasileira e Indígena, vinculado ao Núcleo de Apoio à Educação Inclusiva (NAEI), e potencializadas pelo Centro de Capacitação dos Profissionais da Educação (CECAPE) Dra. Zilda Arns.

O CECAPE estruturou uma ampla gama de formatos, incluindo cursos presenciais, oficinas e trilhas de aprendizagem online. Os temas variam desde história e cultura afro-brasileira e indígena até protocolos para situações de discriminação, sempre com foco na educação relações étnico-raciais. Os cursos oferecem certificação válida para evolução na carreira, o que tem atraído uma participação crescente dos educadores.

“A formação continuada é o alicerce para transformar a cultura escolar. Temos incentivado o acolhimento desse movimento dentro da nossa rede, envolvendo gestores, professores e equipes de apoio”, destaca a coordenadora do NAEI, Patrícia David.

A política de formação está alinhada às Leis Federais nº 10.639/03 e 11.645/08, que tratam do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena, com o objetivo final de fomentar uma cultura de equidade e respeito nas escolas.

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