Pressão alta 12 por 8: diretriz redefine risco e amplia prevenção

Pressão alta 12 por 8 agora integra um novo parâmetro definido no 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado em São Paulo entre 18 e 20 de setembro. Durante o evento, três entidades médicas anunciaram as diretrizes que mudam a classificação da hipertensão. Além disso, o cardiologista Roberto Secomandi, do Imot Care, participou do congresso e explicou os impactos. Segundo ele, a reclassificação busca ampliar a prevenção e, ao mesmo tempo, reduzir riscos de complicações, como infarto, insuficiência renal e Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Com a mudança, pessoas que antes não eram consideradas de risco passam, portanto, a integrar a categoria de pré-hipertensos. Essa alteração, por consequência, aumenta a necessidade de acompanhamento médico regular. No entanto, Secomandi destacou que a recomendação inicial não envolve medicamentos. Em vez disso, os especialistas indicam mudanças de hábitos, como reduzir o consumo de sal, iniciar atividades físicas, controlar o peso corporal e, além disso, diminuir a ingestão de álcool.
Por outro lado, o médico alerta que o diagnóstico correto exige orientação profissional. Dessa forma, a aferição deve ocorrer com equipamentos calibrados e na postura adequada. Assim, ele frisa que o autodiagnóstico pode levar a erros e interpretações equivocadas.
Além disso, o cardiologista destacou que o estresse também interfere na pressão arterial. Em muitas situações, o corpo reage com picos momentâneos. Portanto, é essencial diferenciar entre respostas fisiológicas temporárias e casos reais de hipertensão não diagnosticada.
Necessidade
As novas diretrizes foram desenvolvidas em conjunto pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). Dessa forma, o documento reforça a necessidade de prevenção constante. Afinal, a hipertensão continua sendo silenciosa e, consequentemente, perigosa. Dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão mostram que 27,9% dos adultos brasileiros convivem com a doença.
Portanto, a decisão amplia o alcance da prevenção e incentiva, sobretudo, a adoção de um estilo de vida saudável. Assim, cuidar da alimentação, praticar exercícios, controlar o peso e reduzir o estresse representam passos decisivos para preservar a saúde do coração.












