Israel mantém ataques à Gaza; Hamas reafirma apoio a acordo
Mulher avalia estragos feitos por ataque israelense ao campo de refugiados de Bureij, regiao central de Gaza, na segunda-feira (6) (Imagem: Eyad Baba/AFP)

Da Agência Brasil_ Após o anúncio de cessar-fogo na Faixa de Gaza, Israel mantém ataques à faixa de Gaza. Os bombardeios de Israel mataram pelo menos 71 palestinos e feriram outros 200, segundo as autoridades locais.

Enquanto isso, o Hamas negou comunicado de Israel. Nesta quinta-feira (16), o grupo reafirmou que está comprometido com o acordo de cessar-fogo anunciado pelos mediadores, segundo Izzat al-Rishq, representante político da organização palestina.

Ontem, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, colocou em xeque o acordo de cessar-fogo. A alegação foi a de que o Hamas teria feito exigências de última hora. De acordo com a agência Associated Press, a votação do acordo prevista para hoje pelo governo de Israel teria sido suspensa por “crise de última hora” provocada pelo Hamas, segundo informou o gabinete de Netanyahu.

“O gabinete israelense não se reunirá até que os mediadores notifiquem Israel de que o Hamas aceitou todos os elementos do acordo”. Foi o anúncio do governo de Tel Aviv.

Autoridades israelenses informaram à Reuters que o acordo não será oficial por parte de Israel até que ele passe em votação pelo gabinete do primeiro-ministro. O governo israelense conta com a oposição de parte dos integrantes, que defendem a manutenção da guerra.

Repercussão

Em comunicado publicado nesta quinta, o primeiro-ministro de Israel informou que conversou por telefone com o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e com o presidente eleito, Donald Trump, que assume no próximo dia 20. Segundo Benjamin, ele agradeceu a ajuda dos dois para libertação dos reféns e pelo “avanço no acordo dos reféns”, sem mencionar o cessar-fogo.

A população de Gaza e os manifestantes em Israel comemoraram intensamente o cessar-fogo anunciado pelas autoridades do Catar, que mediaram o acordo junto com o Egito e os Estados Unidos. A esperança é ver os reféns ainda em cativeiro retornarem.

O acordo determina uma fase inicial de seis semanas de trégua com a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e a libertação de 33 reféns mantidos pelo Hamas em troca de palestinos presos por Israel. A última fase do acordo prevê a discussão de um governo alternativo em Gaza e planos para reconstruir a região sem a participação do Hamas.

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