Fim da violência contra mulher é tema de campanha em Suzano

O fim da violência contra as mulheres foi tema de uma uma campanha nas ruas da região central de Suzano, próximo ao paço municipal. O ato também celebrou o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. A promoção foi da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e da Secretaria de Governo de Suzano. Por meio do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM).
O objetivo da ação foi conscientizar os homens para que eles também combatam a violência contra as mulheres. O grupo distribuiu cerca de mil panfletos e orientou motoristas e pedestres sobre a importância de levantar essa bandeira e defender o público feminino.
O trabalho teve origem em Suzano a partir da Lei Municipal 5.115/2017, que estabelece o dia 6 de dezembro como Dia de Mobilização Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Dentre os temas abordados estavam questões ligadas ao machismo, a necessidade de envolvimento da comunidade no combate ao feminicídio, ao trabalho de recuperação, de ressocialização e de conscientização de homens agressores, os tipos de violência praticados na sociedade contemporânea, entre outros.
“Queremos orientar e divulgar a origem histórica do evento, fazer essa panfletagem no trânsito e, simbolicamente, mostrar aqui, na frente da prefeitura, que a estrutura administrativa, a população e os servidores públicos não toleram a violência contra a mulher”, destacou o presidente da Cipa, César Braga.
Histórico
A data histórica tem origem no Canadá, em 1989, quando um estudante de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica de Montreal invadiu a unidade e atirou contra dezenas de mulheres no episódio que ficou conhecido como o “Massacre de Montreal”.
Afirmando estar “lutando contra o feminismo”, ele matou 14 mulheres e feriu outras dez. A partir de então, em todo dia 6 de dezembro, ações desse tipo acontecem na luta contra a violência contra as mulheres.
“Nosso trabalho em conjunto fortalece essa mensagem que tem de ser disseminada todos os dias. Cada pessoa envolvida na ação pode salvar a vida de uma mulher apenas espalhando essa ideia. É hora de dar um basta”, afirmou o secretário de Governo, Alex Santos.










