Eleições presidenciais no Equador terão segundo turno

As eleições presidenciais no Equador terão segundo turno. A candidata de esquerda Luisa González e o empresário Daniel Noboa vão disputar o cargo nas eleições previstas para 15 de outubro. A necessidade de um segundo turno teve a confirmação do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no país.
Na manhã desta segunda-feira (21), com 92% das urnas apuradas, a candidata Luisa González tinha 33,3% dos votos, enquanto Daniel Noboa alcançava 23,6%. Christian Zurita, substituto do candidato assassinado Fernando Villavicencio, obteve 16,5%.
“Estamos comemorando porque estamos fazendo história; embora muitos de nós tenhamos sido ignorados, hoje começamos a caminhar para uma história diferente”, disse Gonzalez a jornalistas e simpatizantes em um evento no sul de Quito.
“O povo equatoriano venceu”, disse ex-parlamentar Daniel Noboa, de 35 anos, filho do empresário e ex-candidato presidencial Alvaro Noboa, a jornalistas em Guayaquil.
No Equador, o segundo turno ocorre quando nenhum candidato alcança 40% dos votos e 10% a mais do que o segundo colocado.
Oito chapas se inscreveram para a disputa para presidente e vice-presidente
Luísa Gonzales
A advogada Luisa González, única mulher na disputa presidencial no Equador, tem 45 anos, é mestre em Economia Internacional e Desenvolvimento pela Universidade Complutense de Madri e teve diversas experiências em administração pública durante o governo do ex-presidente Correa.
Ocupou os cargos de secretária nacional da Superintendência de Empresas, vice-cônsul do Equador em Madri e vice-ministra de gestão do turismo.
Daniel Noboa
Daniel Noboa é filho de dois políticos conhecidos no Equador: Alvaro Noboa, um dos homens mais ricos do país e candidato presidencial em várias ocasiões, e Anabella Azín, médica, deputada e legisladora da última constituinte de 2007 no Equador.
Aos 35 anos, Noboa, empresário e ex-legislador, tem formação em Ciências pela New York University e em Administração de Empresas. Seu último cargo público foi de deputado.
Eleições presidenciais no Equador terão segundo turno









