Caio Cunha rebate relatório de Mara Bertaiolli: “Desinformação”

O prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Podemos), criticou o relatório apresentado pela prefeita eleita Mara Bertaiolli (PL) em audiência pública na Câmara Municipal, na última terça-feira (17). Durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18), Cunha afirmou que as informações divulgadas sobre a situação financeira do município foram manipuladas para criar uma percepção equivocada.
De acordo com o relatório da equipe de transição de Mara, a Prefeitura apresenta um déficit de R$ 207 milhões na caixa e dívidas consolidadas de R$ 470 milhões. Em resposta, Caio Cunha esclareceu que a maior parte desses montantes, cerca de R$ 420 milhões, corresponde a dívidas acumuladas em gestões anteriores.
“As gestões anteriores fizeram R$ 420 milhões de dívidas, de financiamentos, empréstimos e mais empréstimos. Nós fizemos um único financiamento e já começamos a pagar, de R$ 50 milhões. Não sei se vocês sabem, mas a coisa mais fácil na gestão pública, quando se tem crédito, é construir coisa. Porque a maioria dos financiamentos têm carência. Ou seja, o financiamento que é feito em uma gestão, a grande maioria cai na outra gestão para pagar”.
Além disso, o prefeito questionou a metodologia usada para apontar o déficit financeiro. “O ano não termina em 30 de novembro. Como podem afirmar isso sem considerar as entradas significativas de dezembro?”, argumentou Cunha, citando receitas pendentes e ajustes financeiros previstos até o fim do ano.
Economia
Outro ponto de divergência é o subsídio para o transporte público. A equipe de Mara destacou que o orçamento de 2025 não prevê o recurso necessário para manter a tarifa congelada em R$ 5, como nos últimos três anos. Em contrapartida, Caio Cunha defendeu a previsão do modelo. Ele afirmou que é possível usar os créditos da bilhetagem para garantir o equilíbrio financeiro.
“‘Ah, deixaram R$ 1 na Lei Orçamentária para o subsídio’. Foi assim que aconteceu todos os anos. Sabe por quê? Porque a gente faz suplementação de acordo com os valores que vão entrando. Principalmente do que a gente entregou uma nova lei agora, é quase que uma lei redundante. É para mostrar ‘ó, vocês estão reclamando que não tem dinheiro. Vocês podem utilizar o crédito da bilhetagem’, que é o valor que sobra mensalmente de cada um dos passes. Têm milhões lá que se pode usar para essa finalidade”.
Saúde
Na área da saúde, a prefeita eleita incluiu uma fila de espera de 45 mil pessoas por consultas médicas e problemas estruturais em equipamentos públicos, como o Hospital Municipal. O secretário de Saúde, William Harada, destacou os desafios, mas destacou que a prioridade da gestão foi aumentar o atendimento e investir em custeio, em vez de reformas. “Nosso foco foi atender mais pessoas, mesmo com recursos limitados”, explicou Harada.










