Arujá aprova a Campanha do Laço Branco para envolver homens
Vereador propõe lei para engajar homens no fim da violência em Arujá. "Divulgação."

O Legislativo arujaense deu um passo importante ao aprovar, em 2º discussão, o projeto que institui a Campanha do Laço Branco no calendário oficial da cidade. Em suma, a iniciativa, de autoria do vereador Leandro Larini (PL), busca envolver ativamente os homens no combate à violência contra as mulheres.

Durante a 49ª Sessão Ordinária, realizada em 16 de março, os vereadores votaram e aprovaram o Projeto de Lei 98/2025. Na ocasião, Leandro Larini distribuiu laços brancos aos colegas, simbolizando a adesão masculina a essa causa. Dessa forma, ele reforçou a necessidade de trazer o debate para o universo masculino, um dos pilares da Campanha do Laço Branco.

Além disso, os números da violência no Brasil escancaram a urgência do tema. Somente em 2025, mais de 1.500 mulheres perderam a vida, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Não obstante, o levantamento também revela que, desde 2015, mais de 13,7 mil mulheres foram vítimas de feminicídio.

“Nós, homens, temos a obrigação de iniciar esse combate contra esse drama que assola o nosso País”, pontuou o vereador. Para ele, a ideia central da campanha é justamente engajar os homens na promoção do respeito e da mudança cultural. “Se não houver mudança de cultura, não iremos avançar”, completou, enfatizando a gravidade da situação.

Vale destacar que a campanha surgiu em 1991 no Canadá e, desde então, expandiu-se globalmente. No estado de São Paulo, por exemplo, o Tribunal de Contas (TCE-SP) e outros órgãos públicos já a adotaram. A justificativa do projeto destaca que a iniciativa “reforça a importância da participação masculina para romper ciclos de agressão” e promover relações igualitárias, um ponto crucial da proposta.

Uma sociedade mais segura para todos

Um dado preocupante do Fórum de Segurança chama a atenção: o declínio da violência urbana contra mulheres coincide com o aumento de assassinatos em contextos domésticos. O documento explica que, ao contrário da violência urbana, a doméstica sofre forte influência de fatores estruturais. Entre eles, estão as desigualdades de gênero, os padrões culturais de dominação masculina e as fragilidades na rede de proteção, o que torna o problema ainda mais complexo.

Por fim, o laço branco representa a paz e o compromisso do homem em não ser cúmplice da violência. Em âmbito nacional, a Lei 11.489, de 2007, já instituiu o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência, alinhando-se perfeitamente à proposta agora aprovada em Arujá. Com essa medida, a cidade espera envolver os homens no debate e, consequentemente, construir uma sociedade mais segura para todos

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