Alunos do Fundamental apresentam 23 projetos à Câmara de Mogi
Estudantes participantes do Parlamento Estudantil durante sessão na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes (Divulgação CMMC)

Alunos do Ensino Fundamental II apresentaram 23 projetos de lei durante a sessão do Parlamento Estudantil, realizada nesta quinta-feira (29), na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes. As propostas abordam demandas do município e contemplam áreas como educação, saúde mental, inclusão, mobilidade urbana, segurança, sustentabilidade e assistência social.

Durante a sessão, os alunos ocuparam os lugares dos vereadores e defenderam suas iniciativas na tribuna. A Mesa Diretiva foi presidida por Penéllopy Brito Anselmo, da Escola Deodato Wertheimer. Pedro Oliveira, da Escola Jovita Franco Arouche, assumiu a vice-presidência.

A primeira secretaria ficou com Isadora Vieira Lemes, do Colégio Gutenberg, enquanto Victor Joaquim Pinheiro Menezes Guimarães, do Colégio Alma Mater, ocupou a segunda secretaria.

Educação e saúde mental

Entre as propostas voltadas à educação, Grace Elisabeth Chuang, do Colégio Objetivo, apresentou a criação de um sistema de mentoria na rede municipal. A iniciativa prevê que estudantes a partir do sexto ano orientem outros alunos, estimulando o aprendizado, a empatia e a solidariedade.

Guilherme de Lima Luiz, da Escola Professor Firmino Ladeira, propôs o programa “Sábado do Saber”, com atividades de alfabetização, letramento e recomposição da aprendizagem em escolas estaduais de Ensino Fundamental II. Já Laura Gabrielly Correa da Silva, da Escola Iracema Brasil de Siqueira, defendeu um programa de respeito e valorização dos professores na rede municipal.

A educação socioemocional e a saúde mental também estiveram entre os temas debatidos. Luiza Maciel Perez, do Colégio Millenium Construtivo, sugeriu diretrizes para ações de educação socioemocional nas escolas municipais.

Mahmoud Al Hawarna, da Escola Cempre Benedito Ferreira Lopes, apresentou o programa “Saúde Mental na Escola”, voltado à prevenção da ansiedade, da depressão e do bullying.

Heloíse Oliveira Machado, da Escola Jovita Franco Arouche, propôs a criação de espaços de autorregulação para estudantes com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). A proposta prevê ambientes tranquilos e atividades apropriadas para alunos que enfrentam agitação, distração ou dificuldades de concentração.

Diego Wallace Lopes, da Escola Leonor de Oliveira Mello, apresentou o projeto “Conjunto Escolar”, destinado ao desenvolvimento de projetos educacionais complementares.

Inclusão e assistência social

Na área da assistência social, Isadora Vieira Lemes, do Colégio Gutenberg, propôs a criação do “Espaço Corujinha”, um local de acolhimento infantil noturno para atender filhos de mães que trabalham à noite, como profissionais de hospitais e trabalhadoras de serviços de limpeza.

Pedro Oliveira, da Escola Jovita Franco Arouche, defendeu a implantação de uma creche para idosos, com espaço seguro para convivência durante o dia e apoio emocional.

Entre as iniciativas de inclusão, Sophia do Prado Costa, do Colégio Santa Mônica, sugeriu a instalação de painéis sensoriais e interativos em espaços públicos. O objetivo é ampliar a acessibilidade e promover o bem-estar.

Yasmin de Oliveira de Souza, da Escola José Ayumar de Miranda, propôs a criação da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.

Já Sophia Felicio de Andrade, da Escola Leonor de Oliveira Mello, apresentou medidas de prevenção e combate à xenofobia, ao racismo e a outras formas de discriminação contra crianças e adolescentes.

Mobilidade e sustentabilidade

As propostas relacionadas à mobilidade urbana também integraram a sessão. Enzo Honório de Almeida, da Maple Bear, defendeu a criação de um programa municipal de incentivo ao ciclismo intermunicipal e à mobilidade ativa.

Lucas Cardoso, da Escola Tomas Agostinho, propôs a criação de um Mapa Municipal de Pontos de Atenção à Segurança. A ferramenta teria um canal para que moradores encaminhem denúncias e informações sobre problemas nos bairros.

Na área ambiental, Anna Carolina Alencar de Godoy, da Escola Placidina, apresentou um projeto para implantação de colmeias de abelhas nativas em áreas de Mata Atlântica destinadas à recuperação ambiental. A proposta destaca a importância da regeneração da vegetação local.

Pedro Dellatorre Silva, da Escola Gênesis, sugeriu medidas para captação e reaproveitamento de águas pluviais em edificações, destinadas a usos não potáveis. Stella Oliveira Pinto, da Escola Alfabeto, apresentou o programa “Material que Circula”, voltado à troca e ao reaproveitamento de materiais escolares em boas condições.

A infraestrutura rural também foi contemplada. Bryan Guilherme Di Nola Siqueira, da Escola Francisco de Souza Mello, propôs melhorias, modernização e manutenção preventiva da iluminação pública no Botujuru.

Tecnologia e cidadania

Gracielle Dias de Souza, da Escola Iracema Brasil de Siqueira, apresentou o projeto “Mogi Lar Seguro”, uma plataforma de consulta pública para informar os cidadãos sobre restrições e fiscalizações relacionadas a imóveis.

Penéllopy Brito Anselmo, da Escola Deodato Wertheimer, defendeu a criação de um aplicativo municipal para registro, encaminhamento e acompanhamento de solicitações relacionadas à infraestrutura e aos serviços públicos.

Victor Joaquim Pinheiro Menezes Guimarães, do Colégio Alma Mater, propôs o Programa Municipal de Educação Política e Cidadã. A iniciativa prevê cursos a distância, atividades extracurriculares nas escolas municipais, capacitações para estudantes do Ensino Médio e materiais educativos.

Pedro Macedo Ciavdar Ruiz, da Escola Iracema Brasil de Siqueira, sugeriu a inclusão de uma disciplina de preparação para o mercado de trabalho nas escolas da cidade.

Paola Francini Santos de Oliveira, da Escola Cempre Benedito Ferreira Lopes, apresentou um programa de atenção integral e desenvolvimento do atleta.

A sessão foi acompanhada pela vereadora Inês Paz (PSOL) e pelo vereador Johnny da Inclusão (Avante), integrantes da Comissão Permanente de Educação da Câmara.

Participação estudantil

O Parlamento Estudantil é um projeto de educação política e cidadã promovido pela Câmara Municipal de Mogi das Cruzes. A iniciativa permite que os alunos vivenciem a rotina do Poder Legislativo, elaborando, apresentando e defendendo propostas relacionadas a questões do município.

Durante o processo, os estudantes têm contato com o funcionamento da democracia, o debate público e os procedimentos envolvidos na criação de leis. O projeto busca estimular o protagonismo juvenil e aproximar os jovens da participação cidadã.

Tagged: , , ,

Leave comment

Your email address will not be published. Required fields are marked with *.