Mauá debate violência política de gênero com lideranças
O evento é parte das ações contínuas da prefeitura voltadas às políticas para mulheres no município. "Divulgação: PMM"

A Prefeitura de Mauá, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SPPM), reforçou seu compromisso com as políticas para mulheres ao promover, nesta terça-feira (02/12), o debate “Mauá com Elas: Ocupar, Falar, Transformar: Enfrentamento à Violência Política de Gênero”. O evento reuniu cerca de 50 lideranças comunitárias e formadoras de opinião, com o objetivo de capacitá-las como multiplicadoras dos debates da campanha mundial contra a violência de gênero, cuja agenda local se estende de 20 de novembro a 10 de dezembro.

A secretária Cida Maia, ao abrir o encontro, afirmou que “respeitar as mulheres é fortalecer a democracia e Mauá está comprometida com o enfrentamento à violência política de gênero”. O evento é parte das ações contínuas da prefeitura voltadas às políticas para mulheres no município.

História, pesquisa e propostas

A programação iniciou com um resgate histórico apresentado pelas professoras Cecília Camargo e Daniele Alves. Elas destacaram a atuação não reconhecida de mulheres que, nos anos 1950, integraram o Grupo Cruzada Bandeirante e contribuíram diretamente para a emancipação política de Mauá, além de desenvolverem trabalhos assistenciais.

A violência política contemporânea foi abordada pela advogada eleitoralista Fernanda Valone Esteves, que apresentou sua pesquisa compilada no livro “Violência Política contra a Mulher e Os limites da competência da Justiça Eleitoral”. Sua exposição gerou grande interesse ao provocar uma reflexão sobre como o poder judiciário pode atuar neste tipo de crime, especialmente quando ocorre fora do período eleitoral.

Diva Alves, ex-vereadora de 81 anos, destacou a luta pela igualdade racial e lembrou que a primeira delegada mulher de Mauá era negra. Ela também ressaltou a conquista de uma casa-abrigo para vítimas de violência na região do Grande ABC, afirmando que “essa luta feminista salva vidas”.

Carta com diretrizes para a cidade

Ao final do encontro, as participantes aprovaram uma carta-documento dirigida à cidade. O texto pede a garantia de participação segura e plena das mulheres na política e trata dos desafios e caminhos em defesa da democracia. A carta expressa preocupação com a violência permanente contra mulheres, especialmente negras, indígenas, periféricas, com deficiência, jovens, idosas e LGBTs.

O documento, resultado direto do debate sobre políticas para mulheres, será apresentado na XXX Cúpula das Mercocidades “Caminhos para Cidades Resilientes, Pacíficas e Sustentáveis”, que ocorre em Niterói (RJ). O debate contou com a participação de advogadas, uma ex-candidata à vice-presidência da República, vereadoras de cidades da região, lideranças comunitárias e representantes do Conselho Municipal da Mulher.

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