Intoxicação por metanol preocupa autoridades e saúde em SP

A Secretaria de Saúde de São Paulo emitiu um alerta sobre intoxicação por metanol após casos graves envolvendo bebidas alcoólicas adulteradas ou clandestinas. O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) notificaram todos os profissionais de saúde do estado. A ingestão da substância pode causar cegueira permanente e até levar à morte.
Os sintomas geralmente surgem entre 6 e 24 horas após o consumo. Pacientes podem apresentar sonolência, tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, confusão mental, taquicardia, visão turva, fotofobia, convulsões e acidose metabólica. Em casos graves, a intoxicação provoca cegueira irreversível, choque, pancreatite, insuficiência renal e comprometimento neurológico.
A Secretaria orienta que médicos avaliem imediatamente qualquer pessoa com quadro clínico incomum após ingestão de álcool. Exames laboratoriais e avaliação oftalmológica são obrigatórios nesses casos. O CVE reforça que todos os casos suspeitos devem ser registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e comunicados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) pelo e-mail notifica@saude.sp.gov.br
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O CVS disponibiliza os Centros de Assistência Toxicológica (CiaTox) para apoiar os profissionais no manejo de casos. As informações e contatos estão no portal da SES. Desde junho, as autoridades confirmaram seis casos de intoxicação por metanol, três deles resultando em óbito. Dez casos permanecem sob investigação.
Recomendação
A Secretaria recomenda que bares, restaurantes e a população comprem apenas bebidas de fabricantes legalizados. Produtos devem ter rótulo, lacre de segurança e selo fiscal. Evitar bebidas de origem duvidosa reduz o risco de intoxicação e morte.
Nesta segunda-feira (29), SES e SSP, em parceria com CVS e Covisa, fiscalizaram três bares e adegas nas regiões dos Jardins e Mooca, em São Paulo. Eles suspeitam que os locais comercializavam bebidas adulteradas. As equipes apreenderam 117 garrafas sem rótulo ou comprovação de procedência. Dois estabelecimentos receberam autuações e os produtos seguiram para perícia no Instituto de Criminalística.
As fiscalizações são rotina, mas se intensificaram em setembro. Equipes realizaram mais de 43 mil ações em 645 municípios, incluindo bares, restaurantes, adegas e comércios de bebidas e alimentos.










