Castrar animais evita abandono e protege saúde pública em Arujá
Mutirão em Arujá realiza 240 cirurgias por dia e já beneficiou 7 mil pets. "Divulgação : Prefeitura de Arujá."

A Prefeitura de Arujá intensificou o programa de castrar animais, que avança como política pública essencial. Nesta quinta (24) e sexta-feira (25), a Praça da Juventude receberá mais uma edição do mutirão. A ação oferece 240 vagas por dia para cães e gatos, promovendo o controle populacional e a prevenção de doenças.

Nos últimos quatro anos, o município alcançou aproximadamente 7 mil castrações. Assim, reduziu significativamente a quantidade de animais abandonados nas ruas. Além disso, ampliou a conscientização sobre guarda responsável.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Leonardo dos Reis, a meta deste ano mantém o ritmo: “Somente no ano passado, realizamos mais de 2,5 mil castrações. Pretendemos alcançar o mesmo número para garantir o controle zoonótico na cidade.”

Para organizar o atendimento, a Secretaria de Saúde separa os dias por espécie. Portanto, na quinta-feira, a equipe atende apenas felinos. Já na sexta, o foco se volta aos cães. O horário de recepção acontece das 8h às 13h, com agendamento escalonado. Assim, o município evita aglomerações e proporciona maior bem-estar aos animais e seus tutores.

Contudo, o processo começa antes. Primeiramente, os tutores realizam o cadastro no site oficial da prefeitura. As vagas são preenchidas conforme a ordem de inscrição. Em seguida, um mês antes da data agendada, a equipe convoca os tutores por e-mail. Então, eles comparecem ao canil municipal, assinam o termo de autorização e recebem as instruções sobre os cuidados pré-operatórios.

Elizangela Aparecida Braga, moradora da cidade, ressaltou a importância do serviço: “É essencial para quem não tem condições de pagar. Eu mesma resgato animais da rua e, com a castração, evito mais abandonos. Muitas pessoas adotam, mas esquecem que precisam castrar.”

Regras e segurança durante a castração

A Secretaria de Saúde adota critérios rigorosos para proteger os animais. Apenas cães e gatos saudáveis, com até oito anos de idade, podem passar pelo procedimento. Além disso, a equipe impõe restrições para raças braquicefálicas, como Pugs e Shih Tzus, que apresentam maior risco anestésico.

Quando os tutores desses animais optam pela cirurgia, assinam um termo específico que reconhece os riscos envolvidos. Dessa forma, demonstram ciência das particularidades do procedimento.

Cuidados após a cirurgia garantem boa recuperação

Após a operação, os tutores recebem os animais com uma receita médica completa. A receita inclui todos os medicamentos necessários para o tratamento pós-cirúrgico. Além disso, a equipe entrega orientações detalhadas para o período de recuperação em casa. Assim, o acompanhamento se torna mais eficaz e evita complicações.

Ao investir nesse tipo de ação, Arujá demonstra compromisso com a saúde animal e pública. Portanto, iniciativas como essa precisam se manter constantes para transformar realidades e incentivar mais tutores a cuidarem de seus animais de forma responsável.

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