Operação flagra crime ambiental em área de manancial de Suzano
Ação foi conduzida pelo Grupo de Fiscalização Integrada de Áreas de Proteção e Conservação Ambiental

Uma operação flagra crime ambiental em área de manancial de Suzano. A Secretaria de Meio Ambiente realizou nesta sexta-feira (14/02) uma operação de combate ao parcelamento irregular de solo e desmatamento em áreas de mananciais. O Grupo de Fiscalização Integrada do Alto Tietê Cabeceiras (GFI-ATC) conduziu as ações, que contou com o apoio de instituições municipais e estaduais.

A operação ocorreu em dois pontos distintos da cidade: na rodovia Índio Tibiriçá (SP-31) e no bairro Vila Nova Ipelândia. No primeiro local, as equipes identificaram o início de um desmatamento em uma área já embargada antes pela Polícia Militar Ambiental, no final do ano passado. O loteamento não possui aprovação legal nem alvará para construção de casas.

Como os responsáveis não respeitaram as determinações anteriores, a fiscalização retornou ao local para reforçar as medidas. O monitoramento, realizado por imagens de satélite em tempo real, apontou a continuidade das infrações e, além disso, foram identificadas 12 ligações irregulares de energia.

Os ocupantes foram notificados, autuados e terão um prazo de 15 dias para apresentar documentação que comprove a legalidade da compra e venda dos terrenos. A EDP Brasil, concessionária de fornecimento de energia na cidade, promoveu o desligamento da rede e fará, nos próximos dias, a remoção dos relógios irregulares.

Outro ponto

O segundo ponto fiscalizado foi um loteamento irregular na rua Kengo Sato. A equipe voltou ao local após flagrar a venda clandestina de lotes na internet. As investigações apontaram que a comercialização de terrenos segue ocorrendo, o grupo ainda encontrou uma planta do loteamento com detalhes das metragens e assinatura dos envolvidos. Todo material está nas mãos dos investigadores da Polícia Civil Ambiental, também presente na operação.

Durante a fiscalização, os agentes constataram a existência de novos piquetes demarcando os terrenos, confirmando a continuidade das vendas ilegais. As autoridades monitoram a região desde 2017 e reforçam que a comercialização de terrenos em área de proteção ambiental sem aprovação é uma prática criminosa que pode gerar penalizações aos envolvidos.

A diretora de Controle e Fiscalização Ambiental de Suzano, Solange Wuo, que participou dos trabalhos desta sexta-feira, reforçou a gravidade das infrações e alertou a população sobre os cuidados necessários ao adquirir lotes.

“As imagens de satélite e o monitoramento constante mostram que os responsáveis insistem na ocupação irregular, mesmo após embargo. Vamos continuar agindo para proteger as áreas de mananciais e impedir danos irreparáveis à natureza. É fundamental que as pessoas verifiquem a regularidade dos terrenos antes da compra. Muitas vezes, os compradores são os mais prejudicados, perdendo o investimento e enfrentando problemas legais”.

Operação flagra crime ambiental em área de manancial de Suzano

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