Morte de Pedrinho Matador: suspeito do crime vira réu

Adalberto de Oliveira Alves Junior, conhecido como “Pierre”, de 32 anos, tornou-se réu e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça por envolvimento na morte de Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador. O crime ocorreu em março do ano passado e o pedido de prisãoaconteceu no dia 17 de dezembro pela Justiça.
A Polícia Civil prendeu Pierre temporariamente em outubro deste ano na capital paulista. Em novembro, ele prestou depoimento no Setor de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Em seguida, agentes o encaminharam ao Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade.
Motivações
Segundo o delegado Rubens José Ângelo, o motivo do assassinato foi um acerto de contas relacionado ao tráfico de drogas. Pedrinho Matador, que tinha familiares no bairro onde os traficantes atuavam, ameaçou os criminosos e tentou coibir suas ações. A ação irritou a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), da qual Pierre seria integrante, que determinou a execução.
“O tráfico estava ocorrendo no bairro onde Pedro tinha familiares, inclusive crianças pequenas. Ele ameaçou os traficantes e aterrorizou a região para impedir o tráfico. Isso levou à ordem de execução. O modus operandi demonstra raiva e vingança: três indivíduos em um veículo, dois desembarcam e atiram com pistola 9 mm, acertando Pedro quatro vezes. A terceira tentativa degolá-lo com uma faca, cortando seu pescoço”, detalhou o delegado.
Prisões
Pierre já tinha dois mandados de prisão preventiva por roubo e receptação, expedidos pela Vara da Capital e pela Vara Federal de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. A polícia segue investigando o caso, e o g1 tenta contato com a defesa de Adalberto.
A prisão preventiva representa um avanço nas investigações e reforça os esforços para esclarecer completamente o caso.
O crime
Pedro Rodrigues Filho, também conhecido como Pedrinho Matador, foi morto na calçada em frente à casa de seus familiares. O crime aconteceu em março de 2023, no bairro da Ponte Grande, em Mogi das Cruzes. Ele foi preso pela primeira vez em 1973 e passou 42 anos na cadeia após uma série de assassinatos. Em 2018, já livre, Pedrinho criou um canal no YouTube e um perfil no TikTok.
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