Tarcísio descarta tirar câmeras em uniformes da PM

Tarcísio descarta tirar câmeras em uniformes da PM. Tarcísio de Freitas descartou nesta quinta-feira (05) qualquer mudança no programa de câmeras em uniformes de policiais militares. A declaração do governador de São Paulo contraria a afirmação do secretário estadual da Segurança Pública, capitão Guilherme Derrite.
Em entrevista a uma rádio do Interior, Derrite disse que a revisão e o estudo sobre a efetividade da medida já estava encomendado por ele. No entanto, para Tarcísio de Freitas, que foi contra câmeras e na campanha eleitoral teria mudado de ideia, o programa “trouxe segurança para a sociedade”.
Na campanha, Tarcísio prometeu chamar forças de segurança e avaliar do ponto de vista técnico a efetividade ou não, além do aperfeiçoamento da política pública. As câmeras entraram em operação em agosto de 2020, na gestão de João Dória, que tinha objetivo de dar transparência às ações policiais.
Pelo menos 10,1 mil câmeras estão instaladas nos uniformes de agentes de 64 organizações da polícia militar.
MP é contra
Procuradores de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP) criticaram a proposta do novo secretário da Segurança Pùblica, Guilherme Derrite.
Em documento elaborado no dia 14 de dezembro pelo Colégio de Procuradores, assinado por dois ex-procuradores e dois membros atuais do MPSP, os juristas alertam para o risco de um setor minoritario da PM enxergar a suspensão ou retirada dos equipamentos como uma “licença para matar”.
A declaração foi endossada por outros 13 procuradores nesta quinta-feira (5/1). Um dia antes, o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que pretendia rever a medida.
Na manifestação, os procuradores destacam a diminuição da letalidade policial em unidades onde as câmeras estão em operação.
“Deve ser assinalado que a supressão das câmeras ou mesmo a diminuição do programa, poderá ser entendido por setor minoritário da polícia como verdadeira licença para matar, pois não parece ser simples coincidência a diminuição da letalidade policial em unidades onde as câmeras foram adotadas, propiciando ao alto escalão da corporação maior controle do que ocorre no policiamento”, diz o texto assinado pelos procuradores. Tarcísio descarta tirar câmeras em uniformes da PM










