Moradores de rua poderão manter animais em abrigos de Mogi
Projeto aprovado pela Câmara de Mogi prevê espaços para animais de pessoas em situação de rua em unidades de acolhimento (Arquivo)

O Legislativo mogiano aprovou o Projeto de Lei nº 49/2025, que autoriza abrigos, albergues, casas de passagem e centros de serviços destinados ao atendimento da população em situação de rua a manter áreas reservadas para a permanência de animais domésticos. A aprovação ocorreu em sessão ordinária na quarta-feira (12), e a medida ainda depende das etapas posteriores para entrar em vigor.

De autoria da vereadora Fernanda Moreno (MDB), a proposta busca respeitar “o forte vínculo entre as pessoas em situação de rua e seus animais de estimação”, conforme justificativa apresentada no texto aprovado em Plenário. A medida permite que os animais permaneçam com seus tutores nos equipamentos que adotarem essa estrutura.

O projeto também permite que equipamentos socioassistenciais que mantêm convênio ou parceria com a Prefeitura formalizem acordos com ONGs, protetores de animais, médicos veterinários e petshops. A intenção é estimular o voluntariado para auxiliar nos cuidados com os animais, incluindo higiene, alimentação e assistência médica.

“A recusa em ir para abrigos que não aceitam animais pode fomentar o abandono dos pets e comprometer a saúde e segurança dessas pessoas. Vários municípios já têm leis permitindo o acesso de animais, como Indaiatuba e São Paulo. Precisamos oferecer dignidade para todas as vidas. É muito importante não quebrar esse vínculo. Muitas vezes, o pet é a família dessas pessoas”, argumenta a parlamentar.

Proteção

A proposta recebeu parecer favorável das Comissões Permanentes de Justiça e Redação; Finanças e Orçamento; Saúde, Zoonoses e Bem-Estar Animal. E ainda de Assistência Social, Cidadania e Direitos Humanos; e Indústria, Comércio, Agricultura e Direito do Consumidor.

Com a aprovação do projeto, os equipamentos destinados ao atendimento da população em situação de rua poderão reservar espaços para os animais que acompanham seus tutores. A medida também prevê a possibilidade de articulação com entidades e profissionais ligados à proteção animal.

A proposta busca evitar que a falta de estrutura para animais em abrigos impeça pessoas em situação de rua de acessar os serviços socioassistenciais. A iniciativa também abre espaço para ações voluntárias de cuidado e assistência aos animais.

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