Especialistas da IMOT alertam riscos das canetas emagrecedoras
Especialistas alertam que emagrecimento rápido com medicamentos pode causar perda de massa muscular e aumentar risco de quedas e fraturas. "Fotos: Divulgação"

Métodos que promovem emagrecimento rápido caíram no gosto popular e vêm sendo adotados em todo o mundo. Embora as chamadas “canetas” emagrecedoras apresentem diversos benefícios, especialistas fazem ressalvas quanto ao uso indiscriminado e sem acompanhamento médico. Entre as possíveis consequências está a sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva e generalizada de massa, força e função muscular.

As “canetas” emagrecedoras são medicamentos desenvolvidos inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2. Elas atuam sobre hormônios intestinais relacionados à sensação de saciedade e ao controle glicêmico e, por isso, também se mostraram eficazes no tratamento da obesidade.

O médico ortopedista e especialista em joelho do Imot de Mogi das Cruzes, Marcos Nali, explica que o controle do peso é fundamental para a saúde geral, principalmente devido à sobrecarga nas articulações. A diminuição do peso corporal é um dos pilares no tratamento da artrose do joelho. No entanto, quando a perda ocorre de forma rápida, não é apenas a gordura que diminui há também redução significativa da massa muscular, conhecida como massa magra.

Esse impacto pode levar à sarcopenia, condição associada à perda progressiva de músculo e à fragilidade física, aumentando o risco de quedas e fraturas, como alerta o médico:

“É preciso atenção durante o processo de emagrecimento para evitar o enfraquecimento do corpo. Os músculos sustentam o corpo e equilibram as articulações. Um indivíduo magro, mas sem massa muscular adequada, pode desenvolver sarcopenia e comprometer o funcionamento geral do organismo”, explica Nali.

Além do uso dos medicamentos, é essencial o acompanhamento multiprofissional, que inclui orientação nutricional com reforço na ingestão de proteínas e prática de atividade física, especialmente musculação.

O endocrinologista do Imot, Frederico Godoi Cintra, reforça as orientações e destaca que o número na balança nem sempre reflete saúde:

“O medicamento sozinho não faz milagre. É necessária estratégia e acompanhamento adequado. Vale destacar que a perda de massa muscular também afeta o metabolismo. Atualmente, recomenda-se a prática concomitante de exercícios voltados à hipertrofia. É muito melhor um paciente que mantém seu volume muscular do que aquele que perde muito peso na balança, mas também apresenta queda significativa de massa magra”, afirma.

Sobre o Imot

Fundado em 1976, o Imot é um dos maiores institutos especializados em ortopedia e traumatologia do Brasil. Conta com pronto atendimento diário na unidade de Mogi das Cruzes, consultas, fisioterapia e diversos tratamentos especializados, além da Imot Care, com cuidados interdisciplinares e multidisciplinares, e do Imot MovSaúde, com serviços exclusivos e inovadores.

Em Mogi das Cruzes, o Imot está localizado na Rua Otto Unger, 433, Centro. Mais informações pelo telefone (11) 4728-3420, no site e nas redes sociais (@clinicaimot).
Em Suzano, a unidade fica na Rua Augusta Aparecida Carvalho Morais, 250, Jardim Santa Helena. Telefone: (11) 4741-3333.

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